Lírio-AranhaCapítulo 1 - Cicutas
Dante encarava seu irmão com pensamentos conflitantes; entre dores de saudade pelos anos sem contato, sem uma missiva sequer – ele entendia que Vergil passara por mil e uma dificuldades, mas lhe doía saber que seu irmão nunca pensara em buscar por sua ajuda –, e a simples e inexplicável felicidade de tê-lo de volta.
De quatro passos atrás de Vergil, Dante viu suas velhas botas deixando para traz um rastro de belas cicutas mortas e uma aurora avermelhada sempre presente no inferno dando ao mais velho uma auréola sangrenta.
Ele até usaria uma palavra difícil só para a ocasião.
"Etéreo." Sussurrou.


