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Its All About You

Marcy Vause

Its All About You
Capítulo 16 min de leitura

Capítulo 1 - Life

Segunda-feira, 02 de setembro.

A manhã do primeiro dia ,do segundo ano da escola secundária foi linda, mas as nuvens estavam tão pesadas de água, que isso fez com que o céu ficasse escuro.

07h30min h – nenhum barulho na casa, Paulo não havia acordado ainda.... E eu, depois de 2 meses de tortura, poderia finalmente sair daquela casa e estudar. É claro que eu teria que aturar todas aquelas pessoas que olham para mim de soslaio e é claro que com Cléo ....., mas eu não me importava, eu iria ficar finalmente livre !

07h40min h – mesmo com minha preguiça enorme de me vestir e ir de skate até a escola, o que me animava não era o tempo, nem tanto assim a aproximação da minha liberdade voltando para mim de braços abertos, mas sim o fato de que iria passar o dia inteiro aprendendo somente as matérias que eu gosto ,já que recebi este mérito por ter passado nas provas técnicas, então nada de aturar Física, nem Matemática, ou qualquer coisa que se envolve conta e lógica demasiada, mas sim, História, Artes, Literatura, e todas as coisas que envolviam artes, livros, cinema, e cultura !

Mas não era só isso, depois eu iria para o trabalho na lanchonete, e veria também Brian, estou morrendo de saudades dele, não eu não gosto dele (eu acho), principalmente por que não poderia depois do “incidente”, mas não vou estragar meu dia te contando isso!

Ah sim quase me esqueci, com a minha animação em relação ao meu primeiro dia, o motivo pelo qual estou escrevendo isso para você, bom é uma história longa e complicada e eu tenho menos de 25 min. para chegar na escola na hora, então vou explicar aos poucos o real porque (mas cortando muitas partes, para eu não chegar atrasada) minha “amiga” me disse que seria bom que eu escreve-se o que sentia, ou o que se se passa comigo, não para registro de nada, pois não sou importante, mas sim para me ajudar de alguma forma, nunca se sabe, mas esse diário pode até mesmo servir para meu atestado de óbito... não que eu pense em me matar nem nada disso , mas a vida é imprevisível , nunca se sabe ...

Mas resumindo não iriei te dar um nome, escreverei como se fosse uma conversar com um amigo qualquer, mas um amigo anônimo, faço isso por creio que nunca contará nada que falo a ninguém se não trata-lo como pessoa íntima, principalmente porque todos os que estiveram nesta “área” me decepcionaram de alguma forma ou foram embora... Escreverei meu dia, como me sinto, ou qualquer coisa que me de vontade, não esconderei nomes, serei verdadeira e principalmente eu mesma.

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Ginger vestira-se em 4 min., trancou tudo e saiu de casa, sem fazer nenhum barulho de qualquer espécie.

Ao chegar na escola, 2 min e meio atrasada, deu seu skate para o inspetor, Abelard, seu grande companheiro e conselheiro, e entrou na escola. No caminho para sua sala, fora parada pela diretora, que carinhosamente chamava de Tia Ashley.

- Ginger, espere,... está atrasada , o que aconteceu ? – disse Tia

- Nada, só acabei acordando alguns minutos mais tarde...

-Hum, tudo bem, venha comigo está liberada de sua aula, com minha permissão – disse Tia com certo ar de autoridade.

- Mas, por quê? É História da Arte agora!

- Não, a professora Adair, faltou, todos da classe estão assistindo um vídeo de educação sexual.

- Ah... Tudo bem então, onde a senhora quer que eu vá consigo?

- Siga-me

Ginger a seguiu com um pouco de receio, mas a curiosidade lhe tomava, já que Tia nunca a tirava de qualquer aula, mesmo que ela lhe implora-se, por qualquer bobagem que fosse.

Foram até a quadra onde um menino de roupa de basquete, um pouco apertada, treinava arremessos, com uma destreza imensa. Ele era lindo, cabelo claro, espetado e um pouco grande, olhos azuis escuros (o que podia já dizer muito sobre ele), músculos ressaltados, não só por que a blusa estava apertada, mas porque eram enormes, e um físico, no geral, perfeito, além de serio e extremamente concentrado na tabela, estava suado, mas não aquele suado nojento, aquele suado perf...

Seus pensamentos foram cortados por Tia, quando ela falou:

- Aquele é meu sobrinho, acaba de chegar aqui, fugiu de casa – e como se fosse um pensamento em voz alta, e com um bufo, disse – Jovens... , enfim, ele ira ficar comigo agora, e estudará aqui até se formar. – e com uma pequena pausa para não rir da cara abobada que Ginger fazia para o deus grego que estava á treinar na quadra, disse – lembra-se dele? – ainda tentando conter o riso

- Hum? Oi? O que desculpa, lembrou dele? ... Não... Por quê? Havia de lembrar?

- Ele estudara aqui quando eu ainda não era diretora, creio que na 2º ou 1º série, na sua turma, até que os pais se separaram legalmente, e ele foi morar com a mãe em Nova York.

-Hum...

- Ele era namorado da Thammy.

- Ah, mas é claro que lembro! Como poderia esquecer de uma das pessoas que estão na minha lista negra...

- Calma vaqueira – adorava quando a chamava assim – ele melhorou, um pouco pelo menos...

- Mas, Tia, o que quer que eu faça? – perguntou com muito medo da resposta

- Só fique de olho, não estou dizendo montar guarda ou dar uma de guarda costas nem nada, mas quando o avistar vê se ele não está fazendo nada... Por favor? Em casa posso controla-lo, já aqui, não, os compromissos como diretora estão cada vez maiores, não que eu esteja reclamando, mas é meio complicado cuidar da sua vida pessoal e de seu sobrinho hiperativo e problemático, enquanto se cuida e coordena um colégio todo!

-... Tudo bem ... – disse Ginger com desanimação

- Obrigada

O sinal tocou.

Não estava nem um pouco animada com a noticia que teria de “cuidar” mesmo que indiretamente de um garoto que... Bom que conhecia há um tempo... Mas tanto assim, ou pelo menos não o conhecia bem...

Mas não importava nada iria abala-la pelo menos não naquele dia!

Não vira o garoto fazer nada de mais o dia todo, só andar para lá e para cá com os populares, então pode prestar atenção em sua aula de artes com a cabeça tranquila, e como os outros professores não deram aula de nenhum tipo, pode ficar refletindo sobre o que iria fazer mais tarde na Lanchonete, já tinha voltado atrás varias vezes durante aquela semana, mas decidira definitivamente que iria fazer aquilo... Mas quem sabe na festa... Talvez fosse um dia melhor para fazer isso... Não já havia adiado demais... Mas pensando bem não haveria contexto melhor que a festa...

Seus pensamentos foram cortados (novamente) pelo toque do sinal da saída e antes de recolher suas coisas pensou o quanto o dia havia passado correndo.