If You Ever Come Back
If You Ever Come Back
Capítulo 15 min de leitura

Turning point

Sentei-me na sacada e me peguei olhando o Big Bem ao longe. Nunca imaginei que algum dia que iria parar na bela Inglaterra, sempre pensei que depois que Dimitri voltasse, nós ficaríamos juntos, só que o destino e seu senso de humor doentio me mostrou o quanto eu estava errada em achar que seria fácil assim. Fazia um ano desde que Lissa “curou” Dimitri, um ano desde que ela o escolhera como seu guardião, aquilo fora um choque para todos, inclusive para ele, mas eu sabia o motivo, sabia que ela só estava querendo ajudar, mostrar aos outros que a última Dragomir confiava tanto na transformação que o queria protegendo-a, era o melhor para ele, ele precisava disso, foi o que ela me disse aos prantos quando fui me despedir. E agora aqui estou na casa da minha protegida Suzannah Zelekov, não sei se ela realmente solicitou meus serviços ou se a rainha a persuadiu a me levar a outro continente para me manter longe de Adrian, não sabendo ela que já não existe mais nada entre nós, mas é claro que ela não iria arriscar que seu sobrinho preferido amasse uma Dhampir. Se ela pudesse ter alguma ideia de que a única pessoa que eu realmente amei não me queria mais. “O amor acaba, o meu acabou” Aquelas palavras me assombravam dia e noite como fantasmas.

— Rose? – Vitorie minha parceira me chamou, tirando-me dos meus devaneios – Posso entrar?

Ela estava na porta esperando minha permissão, assenti e ela entrou rapidamente. Era uma garota da minha idade, o que facilitava bastante, quando saiamos com nossa protegida parecíamos três amigas alegres.

— Suzannah quer fazer um piquenique hoje com o namorado – Ela disse de forma cordial – Acho melhor preparar suas coisas, ficaremos fora por um bom tempo.

Concordei e comecei a arrumar minhas coisas rapidamente, eu iria de jeans e uma regata preta, coloquei minha jaqueta e escondi duas estacas nos bolsos internos, peguei meu isqueiro, uma adaga, um prendedor de cabelo e minha carteira.

Estava pronta.

Voltei ao quarto rapidamente, quase esqueci meu brilho labial. Desci as escadas daquela casa escandalosamente decorada, os Zelekov’s tinham dinheiro e com certeza gostavam de deixar isso bem claro.

— Rose – Suzannah se aproximou perfeitamente vestida em um vestido amarelo rodado e sapatilhas pretas leves – Onde está a Vitorie?

— Aqui – Ela saiu da cozinha com uma maçã na boca – Vamos?

Peguei as chaves do Audi.

— Eu dirijo.

Seguimos pelas ruas da bela Londres de forma calma, quase preguiçosa. Dessemos em um parque e fiquei vigiando enquanto Suzannah e Vitorie arrumavam as coisas. Tive que me esforçar para que pudesse me acostumar a essa vida, nada me parecia certo sem Lissa por perto, e ficava ainda mais difícil quando eu era puxada para a cabeça dela, quando ela estava chorando por causa da minha partida ou quando ela estava com Christian, aquilo martelava dolorosamente dentro da minha cabeça.

Algumas pessoas passaram por nós e franziram a testa, eu as encarei de forma hostil, como quem diz: “o que foi? Nunca viu um piquenique noturno?” e elas abaixaram a cabeça e seguiam em frente.

Alguns minutos depois o namorado dela chegou, não posso dizer que ele é uma gato, pois seria a pior das mentiras, seu cabelo vermelho era enrolado e ele tinha muitas sardas no rosto, mas quem sou eu para julgar, fui rejeitada por um homem e chutada por outro. Os guardiões dele se prontificaram a ficar por perto também Vitorie veio até mim e ficamos encostadas em uma arvora a uma distância segura, porém longe o suficiente para lhes dar alguma privacidade.

— Todo esse amor me deixa nostálgica – Vitorie murmurou mais para si mesmo do que para mim.

— A mim, não. — Murmurei – Eu não amo.

— Não ama quem?

— Ninguém, não acho que eu seja capaz de sentir amor.

— Nossa, então eu acho que sua desilusão amorosa foi maior do que a minha.

Ficamos mais algumas horas ali, esperando o casalzinho feliz terminarem o romance. Depois de algum tempo eles se separam, não que minha tortura tivesse acabado, pois ainda tínhamos que suportar Suzannah em todo caminho de volta com aquele sorriso bobo e suspirando em todo minuto. Quando descemos na mansão e Vitorie foi direto para o quarto e eu ainda tinha que supervisionar a proteção em volta da casa e me certificar que estava segura. Quando finalmente pude me deitar, já estava realmente ficando tarde, mas para minha sorte, eu não era a única guardiã que cuidava da família. Tirei minhas botas e deitei na cama me entregando a um mundo sem sonhos.

Uma batida na porta me fez acordar imediatamente.

Outra batida.

Me levantei rapidamente e abri a porta, vitorie estava no meu batente com um celular na mão, ela me entregou em silencio.

— Hathaway – Atendi.

— Rose aqui é o Hans – A voz do meu chefe ressoou nos meus ouvidos – espero que não esteja fazendo nada porque preciso de você de volta nesse momento.

— O que houve? – Franzi a testa.

Achei que ficaria na Inglaterra por um bom tempo.

— O que aconteceu Hathaway? – A voz dele me soou estranha – Então não ficou sabendo?

— Do que?

— A rainha...foi assassinada.

Meu coração deu um salto com aquela notícia.

— Precisamos de você.

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