Deve ser horrível dormir sem mim!
Deve ser horrível dormir sem mim!
Capítulo 19 min de leitura

Deve ser horrível dormir sem mim!

Marinette havia acabado de romper seu relacionamento com Luka Coffaine, o moreno decidirá terminar com ela por ter se apaixonado por uma loira, que era quase que uma rival de Marinette, mais conhecida como Chloe Bourgeois.

A loira havia melhorado muito em suas atitudes, e foi justamente isso que atraiu o Coffaine, quando notou que estava apaixonado por outra, Luka terminou com Marinette, aquilo mexeu muito com o psicológico da pobre garota de 16 anos, ela achava que estava tudo indo tão bem, para em questão de segundos vir tudo ladeira a baixo.

Neste exato momento ela estava deitada em sua cama em posição fetal, chorando abraçada no travesseiro, seus pais deram o maior apoio o possível, mesmo assim, a garota não parava de chorar, já fazia uma semana que aquilo tinha acontecido e foi quando os pais da garota decidiram chamar as únicas que conseguiam animá-la naquele momento.

Ao ouvirem o pedido de socorro, Alya, Rose, Mylene, Alix e Juleka foram prontamente a casa da azulada, entraram em seu quarto e a encontraram devorando um prato de cookies em sua cama enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto:

—Mari do céu! Você tá péssima! – Esbraveja Alix.

—Mas é óbvio, o namorado acabou de terminar com ela, o que você esperava. – Sussurrou a melhor amiga da azulada, dando uma leve cotovelada em Alix.- Mari, vamos! Saí da cama, ficar aí só vai piorar.

—Meninas, eu não quero ser grossa com vocês e nem fazer vocês pensarem que eu não gosto de vocês, eu amo a amizade que temos e amo vocês também. É que agora realmente eu não tô bem!

—Que é isso garota! Aquele cara é um idiota por ter te largado, sem ofensa Juleka!

—Tudo bem, Alix. Até eu acho que o Luka foi um imbecil largando a Mari por aquela loira oxigenada.

—Vem! – Alya começou a puxar a amiga pela perna para arrancá-la da cama.

—Nãaooo! Eu quero ficar aqui comendo os meus cookies e ouvindo minhas músicas tristes!

Depois de a arrancarem da cama a força, coloram ela sentada na cadeira da escrivaninha e todas se sentaram no chão em volta dela:

—Como que você está se sentindo? Às vezes falar pode ajudar. – Diz Rose.

—Eu realmente estou péssima, acho que eu não fui o suficiente pra ele, por isso que ele...

—Não ouse terminar essa frase, Mari, você é incrível! Se tem alguém aqui que não merece alguém é ele com você, ele não te merecia.

—Até eu concordo com isso, e olha que ele é meu irmão! A primeira coisa que você tem que tentar fazer é parar de pensar que não foi o suficiente, você foi perfeita, ele que foi um idiota.

— E depois disso tem que tentar esquecer dele!

—Mas como se a única coisa que eu faço é pensar nele? – Ela enfiava mais um cookie na boca.

—Para de pensar! SIMPLES!

—Não dá, fora que eu posso encontrar ele aqui em Paris bem facilmente, e eu ainda vou ter que ver ele pra tirar as medidas pros novos figurinos da Kitty Section e...

—Mari! Para de pensar nisso agora!

—Se você quiser eu e mina mãe tiramos as medidas, aí você não precisa se encontrar com... Você sabe quem.

—Obrigada, Juleka. Você é um amor. Mas mesmo assim, quando eu for costurar eu vou pensar nele...

—E se você fosse pra longe? Tipo, pra bem longe mesmo!

— O que você tá querendo dizer, Alya? — Questiona Alix.

—Vocês lembram aquele filme da Barbie? Aquele que a vida dela tá toda ferrada, o Ken e eka “terminam” – A morena fez questão de fazer as aspas com as mãos – e o que a Barbie faz?

—Chora? – Todas viram seus olhares para Alix. – Foi mal, eu não vi o filme!

—Ela vai pra Paris.

—A gente já está em Paris, caso você tenha esquecido!

—Não! Lembram que eu comentei que queria fazer um intercâmbio no Brasil? Então, se a Mari topar, ela pode ir junto! Lá não vai ter nada sobre Vocês Sabem Quem, e a nossa sofredora aqui pode melhorar.

—Não sei não, Alya, eu nem sei nada da língua que eles falam lá!

—Com o convívio você aprende, eu fiz amizade online com uma italiana que fez intercâmbio lá e as únicas palavras que ela sabia quando foi para lá eram “Oi” e “Obrigada”, e saiu de lá fluente.

—Eu tenho até umas economias que eu tava juntando pra viajar, mas...

—Ótimo! Pensa bem! Lá ninguém vai saber quem ele é, você vai poder relaxar e aprender uma coisa nova! Vai ser legal, a gente pode conversar com a host Family que vai me receber e ver se eles aceitam que mais uma vá!

—Pensando bem, é uma ótima ideia! — Fala Rose batendo palmas. – Vai que lá você conhece outras pessoas.

—Mari, se você não for, a gente te empurra até lá!

—Tá legal, eu vou ver com os meus pais!

—Aeee!

Todas se abraçaram em volta de Marinette e depois foram direto conversar com os pais da garota. Como só queriam que a filha melhorasse, Tom e Sabine concordaram e assim os planejamentos para o intercâmbio começaram.

Cerca de dois meses depois, estavam em um aeroporto, abraçando umas às outras se despedindo, naquele dia lágrimas foram derramadas, o medo começou a bater, mas nada as impediria de ir para aquele intercâmbio.

Marinette ao chegar no país e conhecer sua host Family teve um pouco de dificuldade para compreender algumas palavras, claro que nesses dois meses ela tinha estudado um pouco da língua, mas era difícil compreender e com o tempo fora aprendendo. Claro, haviam algumas coisas bem estranhar, tipo: Por qual motivo existiam quatro porquês? Eram apenas a mesma palavra só que separada não seria mais fácil se apenas existissem dois? Como um para as perguntas e um para a resposta?

Ao mesmo tempo, o país era animado e tinha coisas perfeitas, uma das coisas que mais gostou foi a palavra SAUDADE, era algo que sentia, mas não existia no francês, nem no inglês, nem no espanhol, era uma palavra exclusiva do português e era linda.

Também se apegaram com a música brasileira, tinham músicas ótimas e que eram viciantes.

Na parte gramatical as duas estudantes tiveram bastante dificuldade, mas batalharam e quando retornaram a França eram fluentes em uma língua nova, e Marinette retornou como uma pessoa nova, tinha uma autoestima bem mais elevada, não tinha medo de nada e de ninguém (Pausa para loucura da autora: Encarnou a Ladybug, né, gente?) E tinha, principalmente, esquecido totalmente Luka.

Para comemorar a volta das amigas, as garotas que ficaram em Paris alugaram um espaço que possuía um karaokê e Nino assumiu o posto de DJ, ele que colocaria as músicas para as pessoas cantarem.

Não é nem preciso dizer que as garotas adoraram a surpresa, e estavam se divertindo muito, trouxeram alguns presentinhos para as amigas e parentes, tudo estava indo muito bem, até que um garoto com mechas azuis entrou na festa e foi até Marinette:

—Oi, tudo bem?

—Você tem a cara de pau de vir aqui e perguntar isso?

—Mari, eu sei que eu errei, eu e a Chloe não demos certo! Eu sinto sua falta! E não negue que você sinta a minha.

—Luka, eu não sinto a mínima falta de você. Álias, tem uma música que esclarece muito bem o que eu quero dizer pra você.

Marinette chamou Alya e subiu ao palco, pedindo para Nino colocar uma música em português, mas elas já haviam se adiantando, tinham feito uma versão em que no telão aparecia a tradução para o francês. A melodia começou a azulada agarrou o microfone e começou:

“Larguei até o livro que eu estava começando a ler

Só pra te ver

Sofrer por mim

Se eu fosse mais nova

Eu cederia sim

Sim, mas não”

A morena continuou cantando a música, mas era uma parte que não fazia referência a Luka, quando chegou o refrão, Marinette voltou a cantar junto de Alya

“Mistura de Rita com Amelie

Quando acha que entendeu

Eu nem tô mais aqui

Claro posicionamento político

Laço no cabelo

E bom senso crítico

Deve ser horrível dormir sem mim, sem mim

Deve ser horrível dormir sem mim

(Me ver de longe e tão livre assim)”

A próxima parte da música, Marinette cantou sozinha, aquela parte era totalmente sobre o término e como a afetou:

“Já virei a página da minha história

Hoje pra você não passo de memória

Chorei bastante mas eu sei que tudo passa

Relaxa que eu não vou revelar a sua farsa

Brigar pra quê?

Ficar dando volta em seu orgulho pra chegar em nenhum lugar

Ficar pra quê?

Se eu vi seu método e sei que ele não vai me contemplar”

Sem que quisesse, uma leve lágrima escorreu pelo seu rosto, pois aquela parte que iria cantar a tocava muito, lembrava de como demorou para superar e perceber que não era ela que havia errado e sim ele:

“Tive que entender

E me escolher

Talvez eu seja muito, muito, muito pra você

Por que eu sou sempre assim?

Deve ser horrível dormir sem mim”

O refrão voltou, e quando a música se finalizou todos aplaudiram, e Luka foi em direção a Marinette:

—Mari, de novo, me desculpa, me dá outra chance e...

—Quem é esse, amor? – Disse um homem loiro que a abraçou por trás.

—Adrien, esse é o Luka, lembra daquele cara que eu te falei?

—Ah, o ex que te fez chorar por dias?

—Esse mesmo! Luka, esse é o Adrien, meu namorado, ele também estava no intercâmbio e era daqui da França, ele que me ajudou muito com o meu português e nisso eu percebi que amava ele e ele me amava! Amor, eu vou pegar um refri, você quer um?

—Quero sim, pode pergar pra mim?

—Claro. – Disse dando um selinho em seus lábios.

Assim que a azulada saiu, Adrien disse:

—Cara, de certa forma, eu tenho que te agradecer, mas ao mesmo tempo eu tenho vontade de te bater. Se você não tivesse terminado com a Mari, a gente não teria se conhecido no intercâmbio, mas você foi burro de terminar com uma mulher dessas ela é perfeita!

—Eu sei!

Sabe qual o fim dessa história? Não sabemos ao certo, mas o que sabemos é que Marinette finalmente melhorou e com isso pode encontrar algo que a fez sofrer muito, o amor! E isso não foi só pelo fato de ter conhecido Adrien, o amor das amigas a ajudou a superar, o amor dos pais... Nunca desista, sempre há uma luz no fim do túnel.

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