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Chocolates

Rockonha

Chocolates
Capítulo 13 min de leitura

Capítulo Único

O White Day era um evento que ocorria apenas uma vez ao ano, e, era ansiosamente aguardado por Kuzan, que amava receber chocolate se seus subordinados e admiradores secretos. Quer dizer, quem não ama receber chocolate de graça? Ele casou-se com Sakazuki, mas isso não o impedia de continuar aceitando as guloseimas, e ainda obrigar o marido a aceitar, apenas para que ele pudesse devorá-los, uma vez que o homem de magma odiava qualquer tipo de comida que não fosse nutritiva ou que auxiliasse em seu treino.

O fato era que, quando chegava o white day, ele se entupia de chocolate, sem necessidade de retribuir nenhum deles — ele talvez daria chocolates a Sakazuki, se ele ao menos os comesse —. Mas, com o nascimento de Robin, as coisas mudaram bastante nos primeiros anos de vida, ela não poderia se deliciar com as deliciosas iguarias, mas, aos 3 anos a situação mudou, com Robin provando seu primeiro chocolate e se transformando completamente em uma pequena tirana. Doces precisavam ser escondidos, ou então seriam divididos desigualmente, com Robin ficando com a maior parte, ele querendo ou não.

Era novamente White day, e como pensava, Kuzan recebeu milhões de chocolates dos mais diversos tipos e sabores, mas, ele sabia que chegar em casa com todos aqueles doces era o gatilho perfeito para ser repreendido por Sakazuki, além de gastar milhões em remédios para a dor de barriga que a menina teria. A única ideia que teve, foi trazer apenas partes dos doces para casa (talvez trazendo o resto eventualmente, ou apenas comendo escondido em seu escritório).

Quando Kuzan chegou em casa, Robin já o aguardava, impaciente, na sala. Ela estava entretida com algum livro, mas bastou que o pai anunciasse sua chegada, para que sua atenção mudasse completamente de foco para a cesta repleta de chocolates em sua mão.

— Podemos comer agora, papai? — ela pulava em volta dele, completamente animada, após levantar do sofá, em uma velocidade assustadora.

O chocolate era dele, mas óbvio que não conseguia ser cruel com sua menininha, ela podia ser cruel às vezes e sabia sobre coisas que poderiam colocá-lo na saia justa com Sakazuki.

— Podemos dividir tudo igualmente após o jantar.

— Como se eu não soubesse que o papai Sakazuki vai impedir de ser uma divisão justa por causa da minha dor de barriga.

Kuzan a fitou, perplexo, ela era com certeza filha de Sakazuki, com aquele olhar de tirania e palavras calculistas que não poderiam vir de nenhum lugar senão dele, porém, ainda assim, Robin tinha seus olhos azuis.

— Ok, dividimos e eu te deixo comer alguns antes do jantar, se prometer não contar ao idiota do seu pai.

— Hum… — ela pareceu ponderar a questão por um breve momento, como se realmente tivesse algo a perder, antes de assentir com a cabeça. — Eu fico com 75% dos doces e não se fala mais nisso.

— Tudo bem, minha pequena chantagista.

Não era como se ele pudesse conseguir uma divisão justa, Robin era uma ótima negociadora. Entretanto, pode, pelo menos, garantir que ela não tenha problemas estomacais mais tarde, com uma leve chantagem sobre dentes apodrecerem e caírem, algo que uma criança não arriscaria descobrir se era ou não verdade.