E então lá estava o felino, inerte, contemplando a deslumbrante paisagem, rente de seu parceiro, que lhe parecia contrafeito. O camarada à seu lado deixou-o incerto, e com tantas dúvidas, lhe questiona:

—Jake, o que lhe está te inquietando tanto?

O seu camarada o observa, inala um pouco de ar, o inspira, logo solta um retorno à sua questão:

—Tall, creio eu que, está na hora de nos partirmos.

Então, se atentou no que o seu amigo havia lhe dito, não se passou muito tempo, e logo o olhava apavorado, jamais deleitar-se-ia à este ponto. Não prezaria este fato, não estimaria seu amigo se separando de si.

—Mas por qual razão queres se separar de mim?

O olhar lançado para si não lhe parece conveniente, entendia que o surgiria como retorno seria nem ao menos bom.

—Tall, eu estou radiante por teres me exposto ao um mundo que sempre quis experimentar. Contudo, eu sou um gato de casa, e não como tu, um guerreiro vigoroso. Tu fazes parte de um clã, e eu habito em uma casa com um Duas-Pernas tomando conta de mim, tu tens sua vivência e eu detenho a minha, e isto faz nos diferente, e eu não consigo prosseguir, ainda sou um gato de casa e não poderei chegar próximo a uma vida semelhante a tua, adoraria prosseguir tudo isto rente a ti, infelizmente, não é capaz de ocorrer, eu não creio que me posso adequar para tudo isto. Perdoe-me…

O gatinho à seu lado estava com seus olhos marejados, estava prestes a lacrimejar assim como si mesmo.

—Ja-ake… Se tu não podes se acostumar a minha vida, não veria algum defeito em me adaptar a tua vida de gato de casa. P-por favor, farei tudo possível para nossa amizade ainda continuar, entendeste?

—N-ão.. Tall, você jamais iria apreciar minha vivência, tu nasceste um guerreiro, e quanto a mim, um gato de casa, e isso nos mantêm nos separados, somos distintos, temos uma vida distinta… Não apreciaria o ver tristonho por sua mudança de vida. Por obséquio, só queria que entendeste… Não é tão simples assim.

—Então, quanto a nossa amizade, que faremos?

Já lhe esperava a resposta. Sabia que iria doer, mas teria de aceitá-la.

—Teremos de nos separar… Infelizmente.

Então, observa seu parceiro a seu lado, todo triste, lacrimejando de certa forma, muita. O encarava, queria lhe dar a melhor companhia para todo sempre, porém, não seria de fato possível. Compreendendo a única solução, teria que lhe dar um adeus, o que não queria…

Havia chegado próximo de seu colega e lhe deu um encosto de nariz, e lhe esfregou pela última vez.

—Quem sabe nos veremos depois?

—É.. Quem sabe. Mas nesse todo tempo, Tall, não irei me esquecer de ti, tu foste a melhor pessoa que tive uma amizade…

Estava partindo, porém, parou, observou em meus olhos, e me falou:

—Tall, me recordei de algo.. Meu filho está visitando muito a floresta, e parece estar se juntado à um clã, se tu puder ver ele, cuide dele para mim…. Por favor, é a única coisa que lhe peço.

Então ele voltou a andar, se partiu, estava observando sua imagem sumindo ao horizonte…

—Até mais… Jake.

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