Quando apareço na porta, não me surpreendo com seu olhar de confusão.

Sei o que vem aí. Os longos murmúrios cheios de dúvidas. Como veio parar aqui, quando, por que? Onde estão todos aqueles que ele conhece? Por que é tudo tão limpo e tão... brilhante? Por que o ar é tão puro e cheira a flores?

Estou acostumado com essas perguntas. Por isso me candidatei a esse papel e sigo tão votivo em seu cumprimento.

Abro meu melhor sorriso de vendedor e estendo a mão para o rapaz bonito a minha frente.

— Olá, Benício! Seja bem-vindo ao Céu!

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