22:10
Não aguentei de tanto sono, e caí na cama com tudo de forma a que fechasse os olhos e entrasse no mundo dos sonhos. Espero que ninguém me acorde agora.
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Boa.Acordei com gritos vindo do lado de fora.
Pensei que fosse apenas o meu vizinho a praticar violência doméstica com a mulher novamente, coisa que descobri à pouco tempo.
Senti o som dos gritos a aumentarem.
Espera.Não é apenas uma pessoa.
Levantei-me e fui até à janela ver o que se passava.
O mundo estava destruído. Fogo, alguns pequenos metoritos (meteoros) a rasgar o céu. As nuvens estavam com uma cor aralanjada, as casas e edifícios a desabar, e por de baixo dos meus pés sentia o que penso ser um terramoto.
Fiquei paralisada. A imagem das pessoas a correr e a pedir por ajuda , sendo queimadas logo em seguida, por chamas com fúria, fez-me pensar duas vezes sobre ir lá fora ou não.
Peguei em uma mochila, recolhi alguns alimentos da cozinha, juntamente com muita água, fui até à casa de banho (banheiro) e peguei em pensos higiénicos (absorventes) para o caso de estar menstruada, peguei em algumas mantas e saí para fora com a roupa que tinha no corpo.
Lembrei-me de Night. A minha melhor amiga.
Comecei a correr o mais rápido que pude até a casa dela, que ficava apenas uns metros à frente da minha.
Poucos metros à frente do meu lar, senti o mesmo desabar e cair.
Não tendo tempo para observar aquela triste cena e talvez deixar algumas lágrimas molharem o meu rosto, continuei a correr na mesma direção.
Cheguei à porta de casa de Night e suspirei aliviada ao ver que estava inteira.
Bati à porta com uma força que até agora eu desconhecia, e em poucos segundos, revelo a imagem de Night, com uma cara preocupada.
— Night!- disse ao ver que ela estava bem.
— Amy!- disse ela em seguida.
Abraçamo-nos. Sei que Night não gosta de abraços, mas isto era necessário.
Corremos para a sala, sentando-nos no sofá logo em seguida.
— Night. Vamos fugir. Vamos embora daqui, logo. Pega numa mochila, algumas coisas necessárias e vamos embora.- expliquei-lhe.
Ela concordou e foi arrumar as coisas.
De repente ouvi batidas na porta.
Fui até lá e abria-a.
— AJUDA-NOS!- disseram todos.
Digo todos, porque lá estavam :um rapaz de olhos de cores distintas e cabelos platinados, aparentando ter mais do que um metro e oitenta, outro com os cabelos vermelhos, e uma aparência rebelde, o próximo que estava junto desse grupo de amigos, continha cabelos negros, olhos azuis e logo desviei a minha atenção para um rapaz exatamente igual a ele, porém tinha cabelos azuis e os olhos apresentavam a cor violeta. Ao lado desse mesmo rapaz, havia um de olhos verde esmeralda, um corpo bem definido, e os cabelos de cor castanha.
E por fim o que me chamou mais a atenção. Um moço com os cabelos loiros, olhos cor de mel, e uma aparência que... Meu Deus!
— Entrem.- foi a única coisa que consegui dizer.
— OBRIGADA!- disseram todos, entrando logo de seguida.
Fechei a porta e esperei por Night.
— Amy, já está tud...- Night apareceu no corredor, e parou de falar por instantes.
Oops! Talvez eu tenha feito asneiras eu coloca-los aqui dentro.
— O que é que se passa aqui?- perguntou Night.
Ficamos calados.
O meu problema, é eu ter um coração muito mole. Sou simpática com toda a gente, e tem vezes que me prejudico por causa disso.
— Eu não me acredito. Não me acredito que iam fazer uma festa aqui e não me chamaram.- e este é o problema de Night. Adorar ser irônica e fazer piadas quando não deve.
— Olha só se não é a tábua.- ouvi o rapaz de cabelos vermelhos dizer
— Ai não! Amy, de próxima vez, deixa todos entrarem mas deixa o Castiel lá fora.- pediu a minha melhor amiga.
— Calma.- o rapaz de cabelos vermelhos cujo o nome é Castiel pediu.
— Espera. Vocês conhecem-se?- perguntei confusa.
— Yha. Conheci este Teletubbie na escola.- respondeu Night.
— E eu daria tudo para não ter conhecido esta tábua.- disse Castiel. Ao que parece eles têm algo em comum. A ironia e um pouco de rebeldia.
— Tábua?- perguntou Night.
— Sim. Uma tábua é o que tu és. És toda reta.- respondeu.
— Tens a certeza?- perguntou ela, e empurrou Castiel fazendo com que ele se sentasse no sofá.
— Hum, Hum.- ok, a situação estava a ficar estranha, Night cada vez mais se aproximava dele.
E Castiel parecia hipnotizado, talvez pela proximidade de Night.
— Pois, mas vais ficar na dúvida na mesa porque, eu não te vou mostrar.- disse Night enquanto saía de perto dele.
Rimos um pouco. Menos o rapaz de cabelos platinados que pareceu meio que incomodado.
— Bom, ahm, acho que nos devemos apresentar uns aos outros não?- assustei-me quando vi que eu, e o rapaz loiros, e olhos cor de mel dissemos exatamente a mesma coisa ao mesmo tempo.
Todos olharam para nós assustados.
— Coicidência?- dissemos outra vez ao mesmo tempo.
Decidi ficar calada.
— B-bom, ahm, acho que me vou apresentar.- disse o rapaz loiro- eu chamo-me Nathaniel, tenho 18 anos, gosto de ter as coisas arrumadas, para quem quiser saber, sou aquariano, faço anos dia 16 de fevereiro, e não gosto de doces- apresentou-se.
Uau. Temos bastante em comum.
— NOSSA SENHORA DE FÁTIMA!- assustei-me com o grito de Night- Puto. Tu és a Amy PURO! A sério, és a Amy versão masculina.- bom, só posso dizer que ela me tirou as palavras da boca.
A Night sabe tudo sobre mim. E eu sobre ela.
— Menos a parte de não gostar de doces. Ela prefere salgado mas, na TPM... Para além de chorar pelos cantos, come chocolate até dizer chega.- achei escusado, talvez até tenha ficado vermelha.
— Night, eu gostaria de fazer a minha apresentação sozinha.- falei um pouco rude.
— Já cá não está quem falou.- e levantou as mãos em forma de rendição.
— Bom, eu chamo-me Amy, tenho 18 anos, faço anos dia 7 de fevereiro, amo gatos, tal como o Nathaniel, gosto das coisas arrumadas, e sou fã da Amy Winehouse.- apresentei-me.
De repente, consegui ver pela janela um dos metioritos a vir na nossa direção.
— PESSOAL, FUJAM TODOS!- gritei e nós saímos de lá com a maior rapidez possível.
Corremos mais que uma chita (geopardo) e ouvimos o barulho da casa a ser destruída.
Recuperamos o folêgo e eu anunciei:
— O meu plano, é fugir daqui. O apocalipse chegou.
Do nada reparei que o mundo estava silêncioso.
— Pessoal. Acho que, somos os únicos sobreviventes.- disse Night.
— Não é possível!- dissemos todos.
— Ainda bem que eu trouxe comida, água, mantas... Eu sabia que iria ser necessário.- disse eu.
— Precisamos de um sítio para ficar.- disse Nathaniel.
— Exato, mas onde?- perguntei. A verdade é que eu estava com medo.
— Talvez, em uma floresta ou assim.- respondeu.
— Vamos então...- anunciei e comecei o meu trajeto seguindo em frente.
Em pouco tempo, vi que todos estavam à minha frente.
Vamos ter de andar em grupo.
— Estás bem?- a voz do Nathaniel tirou-me dos meus pensamentos.
— O quê? Claro que estou, porque perguntas?- respondi.
— É que, estás com alguns ferimentos, pensei que...
— Não. Isto não é nada. Vá vamos.- disse eu dando espaço para que ele fosse à frente.
Teríamos de procurar um sítio para dormir.
Acho que iremos começar uma nova aventura.
CONTINUA...

