Ânsia
Ânsia
Capítulo 11 min de leitura

Vinte e cinco de março

Assopro a vela solitária, desejo: que, neste ano, Hugo tenha mais tempo para nós. Mais um aniversário à distância devido aos turnos no hospital.

Sento na varanda para sentir a brisa fresca enquanto termino o doce. Encaro a lua cheia em toda a sua beleza no céu sem estrelas. Tão votivo o meu desejo, entregue ao nada. Não sou chegada em superstições, mas a solidão é um peso.

Prestes a finalizar, sinto um amargo terrível na boca, pontadas no estômago. O cupcake só pode estar estragado, mas a ânsia não passa. Corro para o banheiro enquanto a lua me observa.

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