ÀS SEXTASCAPÍTULO 1: SEXTA-FEIRA PERFEITA
“Como estou?” Sem óculos, Tiago apenas ouvia a voz de Joaquim. Um grave carregado pelo sotaque forte puxando o “r”. Sentia o peso familiar das costas nuas no braço dormente. Perdia-se no cheiro de terra molhada emanando do peitoral coberto pela fina camada de pelos. Distraía-se com o carinho dos dedos ásperos na coxa pálida.
“Não faço ideia” respondeu, enfim. “Agora você é só um borrão sexy”.
Joaquim riu. Verdadeiramente. Como ninguém fazia. Não para ele. Nunca por ele.
Por reflexo, Tiago lançou-se de encontro aos lábios calorosos.
Na entusiasmada retribuição, o votivo de nunca perdê-lo.


