Um jardim repleto de flores, nele havia 4 flores: A Margarida, a Orquídea, a Tulipa e o cobiçado Alecrim.
Ambas flores viviam continuamente felizes, eram flores bonitas, flores elegantes.
Mas havia mais uma flor: A triste Rosa Vermelha.
A Rosa Vermelha, embora suas petálas fossem de muita formosura, era deixada para trás por causa de seus terríveis espinhos, espinhos assustadores.
A Rosa Vermelha era apaixonada pelo Alecrim, quando ainda uma mudinha, uma feliz amiga das outras flores.
Um dia, a noite, a Rosa Vermelha se pôs a chorar, a Lua Cheia, com dó, lhe perguntou:
- Mas, Rosa Vermelha, por quê choras tanto?
A Rosa Vermelha, entre soluços respondeu:
- Vivo triste e amargurada, sem amigos e desleixada, Alecrim comigo não se importa, ninguém de mim gosta, são meus espinhos assustadores — respondeu a Rosa Vermelha.
A Lua Cheia, pediu para que ela lhe explicasse a história, a Rosa vermelha continuou:
- Desde que fui plantada, fui amiga dessas flores, perfeitas e maravilhosas, mas quando eu cresci meus espinhos as afastaram, me deixando aqui só, uma única rosa, uma rosa solitária.
A Lua Cheia então falou:
- Mas por quê só? Eis as pequenas plantinhas que lhe fazem companhia, são suas amigas...
A Rosa Vermelha, parou um pouco, mas falou:
- Sim, são sim, mas não como as flores, flores que me completam, flores que me fazem feliz, e o Alecrim, tenho vontade de chorar toda vez que o vejo.
A Lua Cheia tentou falar, mas uma nuvem a tampou, fazendo a Rosa
Vermelha voltar a chorar.
Então, a garota acordou sobressaltada, a garota cuja tinha sonhado que era uma rosa solitária.
Ela olhou o relógio, eram quatro da manhã, ela tinha aula e queria dormir sossegada, mas pensou no que lhe ocorreu nos últimos dois dias e começou a chorar piedosamente, em silêncio.
Pegou um álbum, tinha fotos dela com suas amigas, ela havia brigado com elas, mas queria ter voltado no tempo e não ter chamado uma delas do que não se pode pronunciar a uma jovem.
Folheando o álbum, ela se lembrou da garota, que um dia, foi sua melhor amiga.
A primeira amiga que conheceu na escola, no primário.
Maria Júlia, sim, era seu nome, a última vez que se viram tinham brigado, por uma simples barra de chocolate.
Então, depois daquele dia, a garota nunca mais viu sua amiga, alguns dias depois lhe disseram, que ela havia morrido e os pais haviam se mudado da cidade.
A garota então refletiu, as pessoas a acham alegre, uma pessoa divertida, mas é tudo encenação.
Ela vive á 7 anos com essa armagura.
Com esse ódio dentro de seu coração.
Um coração entristecido, um coração raivoso, um coração que piedosamente, sofre ainda hoje.
E ela tem medo, do mesmo acontecer atualmente.
E sofrer mais uma vez.
E ela viverá para sempre, com essa infelicidade no coração, até mesmo, após a morte...

