the roman hero
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Capitolo 15 min di lettura

1.Waking

Por um momento minha memória oscilou. Por um momento tive um rápido vislumbre de uma linda garota de cabelos loiros e olhos cinzentos. Por um momento eu me senti feliz.

Mas então acordei. E todos os vislumbres desapareceram, assim como toda e qualquer lembrança que um dia habitou minha mente. Eu não me lembrava de nada.

De repente eu estava sozinho, no meio de uma floresta, mas logo notei que não estava assim tão sozinho.

Centenas de crianças e adolescente vestindo armaduras e munidas com espadas,arcos e lanças lançavam-se umas contra as outras em uma verdadeira guerra.

Levantei-me da terra coberta por folhas secas a tempo de ver incríveis e organizadas falanges se formarem.

Eu não sabia o que fazer.Não sabia o que estava fazendo ali.Só sabia que estaria morto em um piscar de olhos se não me mexesse,então joguei-me para trás de uma arvore no momento em que flechas foram lançadas de uma falange a outra enquanto e lanças e espadas se chocavam,fazendo um barulho que a mim era estranhamente familiar.

Eu estava apavorado,prensei-me contra a arvore,quase me fundindo a ela,na esperança de que meu esconderijo não fosse detectado.Os “soldados” mirins não me detectaram,que fez isso foi um lobo que circulava pela floresta,loba,para ser mais exato.Ela olhou para mim de forma analítica por alguns instante,depois dirigiu-se as falanges com um uivo que bastou para que todo permanecessem imóveis.Quase todos pelo menos.

Uma jovem garota retirou o elmo que cubria-lhe a cabeça e revelou cabelos negros na altura dos ombros e olhos verdes acinzentados.Ela foi a única que saiu do estado de pause em que os outros guerreiros se encontravam,e olhou para a loba com um misto de curiosidade com uma certa impaciência,mas que também transpassava um extremo respeito.

-Lupa.-disse ela aproximando-se da loba.-O que houve?

A resposta dada pelo animal foi um breve aceno para o lugar onde eu me encontrava.

A garota aproximou-se cautelosamente da arvore,e quando seus olhos encontraram os meus,eu tremi.Seu olhar era penetrante e ao mesmo tempo difícil de sustentar,vi neles audácia,coragem,e talvez até um senso de superioridade,e é claro,surpresa por me encontrar ali,um lugar em que eu supus que não devia estar.

A garota,que aparentava ter a minha idade,continuou me encarando enquanto a loba emitia grunhidos,quase com instruções,as quais a garota pareceu ter entendido,pois sem muita delicadeza me puxou pelo ombro,e agora de pé me prensou contra a arvore em tom de intimidação.

-Qui estis vos?-disse ela,me assustando ainda mais,afinal eu não sabia nem o idioma que deveria falar.-Respondeo!

-O-Oque?-consegui dizer,gaguejando.

-Loqueris Anglice?-ela falou,e em seguida sacudiu a cabeça em indignação para com seu próprio erro,então falou de novo.-Fala Inglês?

-Acho que sim.-falei temeroso de que esta não fosse a resposta certa a dar.

Ela virou a cabeça para olhar a loba,que pareceu acentir.Quando voltou seu olhar para mim,notei que estava curiosa

-Fique onde esta.-disse ela com autoridade,contornou a arvore e falou com os guerreiros das falanges que ainda mantinham seus arcos,lanças e espadas erguidas.

-O treino acabou,pessoal.Todos para os seus alojamentos,agora.E filhos de Vênus,eu disse seus alojamentos,não quero vocês no de Febo como da ultima vez.

Todos acentiram e saíram caminhando organizadamente,quase que marchando,cada um para um lado da floresta.

Quando todos haviam se dispersado,a garota voltou-se para mim.

-E você,venha comigo.

Ela me arrastou pela floresta que não era tão grande quanto eu pensei.Logo havíamos chegado a um campo aberto,onde a nossa frente um único e extenso prédio em arquitetura greco-romana,semelhante ao Partenon erguia-se a nossa frente,e era para lá que estávamos indo.

-Como se chama?-ela falou pela primeira vez desde que saímos da floresta.

-Perceu Jackson,mas pode me chamar de Percy.

-Olhe,Perceu que preferi ser chamado de Percy,você esta enrascado.Como entrou aqui?

-Não sei,eu não lembro de ter chegado neste lugar.

-Insanus.-ela falou em um sussurro,novamente em um idioma que desta vez reconheci ser o Latin.-De onde você veio?

-Da floresta.-disse simplesmente.

Ela balançou a cabeça com impaciência.

-No,malum.De que estado,pais ou até planeta você veio?

-Eu...não sei.-respondi no momento em que chegamos nas portas duplas da construção.

-Scire.-ela disse em Latin enquanto abria lentamente a porta.

-Bem,então boa sorte.

E com isso ela me agarrou pelos ombros e empurrou-me com força para dentro do prédio.

E o meu queixo quase caiu.

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