“Tsc! Mas que merda é essa? Esse imbecil... Quem ele pensa que é? Me Fazendo perder o controle dessa forma...”Conjeturava furiosamente Kanda. “Deveria matá-lo! Assim nunca mais teria que olhar para aqueles olhos verdes, que estão agora mesmo mirando-me... E que me deixam tão inquieto! Perscrutando-me, como se me conhecesse , soubesse meus pontos fracos... Nunca mais ouvir sua voz gritando “Yuuu” daquela forma irritante, sempre rindo, falando besteiras e provocações desconexas! Ver seu sorriso... Aquele sorriso bobo, sempre tão alegre e risonho... Feito um demente, é um porre! Sentir o toque de suas mãos... Macias, ágeis, me causando arrepios e descontroles sobre mim mesmo... Nunca mais sentir seu corpo, que ao aproximar-se do meu, sei lá porquê diabos,faz meu coração acelerar, bater tão forte e rápido; um real aborrecimento...”
Impulsivamente e sem perceber, o samurai perdeu-se em seus pensamentos, detalhando o ruivo mentalmente. E quantas vezes já não fizera isso antes ?Todas as vezes que o pegava olhando para ele, todas as vezes que se esbarravam “acidentalmente” pelos corredores da Ordem, em missões, no silêncio de seu quarto, em madrugadas de insônias... Repentinamente, Kanda deu-se conta de algo realmente assustador; Lavi não sabia de seu “ponto fraco”: ele era seu ponto fraco.
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