Taking Chance
Taking Chance
Capitolo 412 min di lettura

Capítulo 4

POV Sam

Quando Dean saiu do quarto, pude sentir que algo iria acontecer. O vento frio que entrou pela janela me fez congelar, quando as luzes piscaram quase pulei da cama, mas antes que eu pudesse pegar o Colt, o demônio apareceu. Droga! Não!

-Oi, Sam.

Aquela filha da puta. Droga, como ela poderia saber onde estou? E por que ela apareceu justamente quando o Dean saiu. Meus pés pareciam ter se colado ao chão, não conseguia me mover. Minha cabeça gritava para eu matá-la, mas eu estava sem defesas. Algo não deixava eu me mover. Ela estava usando seus poderes em mim.

- Vadia.

Foi só o que pude dizer. Queria poder dizer o quanto a odeio e como queria vê-la sendo torturada para pagar tudo o que me fez.

- Qual é, Sam? Achei que tínhamos parado com a parte dos xingamentos. Bom, só pra saber, não vim aqui para matá-lo, sabe? Depois de tudo que passamos...

Ela estava tentando me seduzir como da ultima vez, me convencer, de algo que eu tinha certesa, ela só queria a minha destruição. Ruby saiu da cama e caminhou lentamente até mim, e eu prestava atenção em cada movimento. Mesmo tentando me afastar e segurá-la pelo pescoço, não a deteria.

- Sam... Não adianta tentar acobertar com essa máscara de raiva. Sei que eu mexi com você, ao menos um pouco. Tudo o que passamos... Não confiaria tanto em mim se não sentisse nada. Só porque uma coisinha aconteceu, não precisamos acabar com o que tínhamos.

Meu sangue esquentou de raiva. Como ela poderia dizer que eu sentia algo por ela. Ela é um demônio!

- Não tínhamos nada. — digo enraivecido — Você não vai escapar viva desta vez, Ruby. Não mais.

- Pense um pouqinho, Sam. O que fizemos... — ela passou a mão pelos meus cabelos — o que fizemos juntos... — ela se aproximou de mim, deixando nossos corpos muito próximos. Pude senti a atração que, infelismente, ela ainda tinha sobre mim.

A empurrei, porém nada aconteceu. Ela me jogou na parede levemente, como se não quisesse me machucar, e senti que ela estava mesmo poderosa. Nossos lábios estavam a poucos centímetros. Pude sentir seu hálito frio.

- Agora diga que me odeia.

Mas antes que eu pudesse responder, ela me beijou. Por estar preso não pude me afastar disso.

A porta se abre, Dean entra e vê esta cena ,estupefato, na porta. Ruby percebe que Dean estava lá. Então,separa seus lábios dos meus e depois só ouço seu sussuro:

- Sam,não adianta disfarçar. Eu sei. E você sabe.

Do que eu sei? Que a odeio mais do que qualquer coisa?

O meu irmão pega o Colt, porém Ruby some antes do tiro.

- Droga você está bem?

- Tô. Que merda, aquela desgraçada...

Meu coração ainda batia forte. Meu sangue fervia. Como se eu quisesse arrancar a cabeça dela toda vez que lembro do que ela fez. Mas quando ela está por perto não tenho muita reação.

Se Dean não tivesse aparecido, acho que ela nunca teria morrido, eu seria um receptáculo de Lúcifer e o Apocalipse ainda estaria na terra. O meu irmão me salvou, enquanto ela tentava me destruir, me fazer ser um monstro. Como ela consegue agir como se nada aconteceu. Queria poder pegar o colt e atirar na cabeça dela. Se eu pudesse.

Parece que depois de tudo, ela ficou mais forte. Por minha causa agora é muito mais perigosa.

Mas ainda assim, mesmo com tanto ódio dela, algo ainda me ligava a ela. Meu sangue. Quero dizer, nosso sangue. Meu sangue humano, misturado a seu sangue demoníaco. Ainda podia sentir essa sede adormecida em mim, e tinha medo que ela acordasse e eu me tornasse um mosntro. Minha familia havia voltado, e só queria estar com eles. Caçar e matar esses malditos demônios agora mesmo.

Quando seus lábios tocaram e nossos corpos ficaram próximos, quase pude sentir seu calor. As memórias que me assombravam voltaram. As memórias que eu desejaria apagar.

POV Ruby

Eu podia sentí-lo de longe. Sam. Seu cheiro era mais forte do que os outros. Talvés por causa do meu sangue nele, era fácil achá-lo. Assim que senti Dean sair do quarto, eu entrei correndo pela janela. Sentei-me na cama. Quando percebeu minha presença tentou pegar o Colt, porém ficou sem reação ao me ver. Eu tinha razão. Sentada com as pernas cruzadas tentava descobrir sua mistura de emoções. Raiva, ódio, dor, mas podia ver que ele também sentia nossa ligação sobrenatural.

-Oi, Sam.

Ele se surpreendeu por ser eu.

- Vadia.

Mas odiava quando ele agia como o irmão.

- Qual é, Sam? Achei que tínhamos parado com a parte dos xingamentos. Bom, só pra saber, não vim aqui para matá-lo, sabe? Depois de tudo que passamos...

Tento seduzí-lo e vou em sua direção, ele se afasta com raiva. Me segura pelo pescoço, perda de tempo, então eu não me movo. O olho nos olhos fazendo-o ver os meus, desejando que não pudesse ver minhas reais intenções.

- Sam... Não adianta tentar acobertar com essa máscara de raiva. Sei que eu mexi com você, ao menos um pouco. Tudo o que passamos... Não confiaria tanto em mim se não sentisse nada. Só porque uma coisinha aconteceu, não precisamos acabar com o que tínhamos.

- Não tínhamos nada. — diz ele entre dentes, enraivecido — Você não vai escapar viva desta vez, Ruby. Não mais.

Aquilo me fez ter raiva. Como ele pode dizer que não tinhamos nada? Tinhamos algo sim. Nossos beijos, nossas longas noites, a forma como ele me protegia dos outros demônios, sua raiva quando falavam mal de mim, e ele trocou o irmão para me seguir. Tinhamos algo, Mesmo que não fosse o romance que ele queria. Pois demônios não amam.

- Pense um pouqinho, Sam. O que fizemos... — Passo a mão pelos cabelos dele — o que fizemos juntos... — Me aproximo, deixando nossos corpos muito próximos.

Sam me empurrou, mas mal saio do lugar, as vezes ele é tão estúpido. O joguei na parede com cuidado para não machucá-lo. Me aproximei. Nossos lábios estavam a poucos centímetros. Eu queria mais, mas Dean logo voltaria, então decidi mecher com ele mais um pouco.

- Agora diga que me odeia.

Mas antes de ouvir uma resposta, o beijei. Sam tentou esquivar-se, mas estava preso.

A porta se abre, Dean vê a cena,estupefato,na porta. Como não pude sentí-lo vindo? Então,separa meus lábios dos de Sam e sussurro:

- Sam,não adianta disfarçar. Eu sei. E você sabe.

No fundo ele sabia da influencia que eu tinha sobre ele. Ele sabia.

Dean pega o Colt, porém sumo antes do tiro. E então ouço as ultimas palavras.

- Droga você está bem?

- Tô. Que merda, aquela desgraçada...

Sorriu, aquela raiva falsa agora era mais fácil de perceber. Eu realmente havia mechido com ele. Mas algo me intrigava. Como não pude sentir o Dean se estou tão poderosa?

- Algo me diz que esse seu plano genial, vai acabar mal.

Ruby havia chegado no lugar onde estava. Meg havia acabado de chegar. Sentada na mesa a olhava como se tentasse avisá-la de algo que ela não pudesse ver.

- Meus planos são geniais, Meg.

- O último deles, você acabou morta. — disse Meg com uma ironia irritante.

- Mas o plano deu certo.

Ela revirou os olhos.

- Como pode ser tão burra? Está começando a enfrentar algo que não poderá mais sair.

A demônio era muito irritante. Do que ela falava, não fazia sentido para Ruby. O que ela queria dizer com aquilo?

- Fala dos Winchester? Posso criar um plano tão bom que nada que eles tenham poderá fazê-lo não funcionar. Eu sairei desta melhor do que da útima vez.

Meg ficou sem paciência e ficou perto de Ruby para que ela pudesse sentir que ela sabia de algo que ela prórpia não sabia.

- Não falo dos Winchester em geral. Mas mesmo um demônio com muito orgulho, sera inteligente suficiente para ao menos perceber, mas sua burrice será lendária.

E ela foi embora. Ruby ouvia os passos dela por quilometros até desaparecerem.

- "Idiota, por isso sou melhor do que vocês, enquanto você agem, eu penso em cada detalhe, não serei pega de surpresa deta vez, Meg."

Sussurou.

De repente sua mente se iluminou.

"Todo plano sempre começa com um passo, agora sei onde errei da última vez, Meg acaba de me dar uma ideia que concertesa me fará ficar perto dos Winchester e fazê-los ficar na palma da minha mão. Conheço os riscos desta vez, sem brechas, sem erros, não mais. Valeu Meg, agora nada mais me impedirá de ser a preferida o inferno inteiro, a melhor!"

Ela fechou os olhos para imaginar a morte de Dean. Ela a matara, e ela queria vingança. Podia sentir o sangue escorrendo por seus dedos. Ele agonizando e implorando a morte. Podia pensar em suas últimas palavras. E sorriu. Então como um flash, pode ver as lágriamas de Sam. Depois que Dean foi para o inferno, seu desespero, sua sede de vingança. As lágrimas que só paravam com um beijo. Ela havia conhecido a história dele com Jéssica, e ela não o fazia se sentir "bem" como ela. Ela voltou para a realidade. Como era fácil manipulá-lo, não seria diferente desta vez.

Voltou a imaginar a morte de seu inimigo. Ela o mataria, entretanto desta vez ele não voltaria. Então acabara de decidir, Sam morreria primeiro.

Aquilo era ridiculo. Sam ajudou Dean a matá-la, deveria pagar também. "Está começando a enfrentar algo que não poderá mais sair". A frase de Meg ficou se repetindo em sua mente. Enquanto ela planejava a proxima "visita" a Sam e relembrava seus momentos juntos.

Quando ele voltou depois de Bobby e Dean o prenderem naquele quarto do pânico, sua sede por ela. Como a olhava desesperado, como se precisasse dela para viver. Aquilo aumentava o orgulho de qualquer um.

Quando ela o tentava convencer a beber seu sangue para ficar for e ele se irritou. Sua expressão de firmesa quase a fez acreditar que ele nunca aceitaria. Mas era boa demais para não conseguir.

E o primeiro beijo dos dois. Como ele estava sofrendo e ela só o queria acalmar. Fazê-lo se sentir seguro com ela. Para que tudo desse certo. Cada passo minimamente detalhado. Desde o aparecimento repentino e sua fuga rápida. Até sua sedução sobre ele para o fazer confiar nela, matar Lilith depois de beber litros de sangue e usar seus poderes demoníacos. A única coisa que não havia pensado, é que Dean estragaria tudo o resto do plano a matando. É que em todos os ses planos sempre havia uma brecha. Algo que faltava. Mas deta vesta vez não. Os Winchester morreriam e todos que se meterem no caminho dos demônios. Era o fim para todos os caçadores. Sem volta. Mesmo que ela tenha que usar toda sua raiva e crueldade. Os únicos sentimentos que tinha.

Mas no momento a única coisa que a intrigava era saber como não pode sentir Dean chegando naquele quarto, mesmo com seus poderes tendo triplicado. Como ele havia feito aquilo? Sabia que isso vinha de Sam, será que talvéz Sam não é mais aquele Sam humano que se preocupava com cada inocente, ou era outra coisa?

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