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starduster

Gaspar

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Capitolo 19 min di lettura

Só um começo normal...

Cerise Bloom estava, mais uma vez, na enorme biblioteca do casarão, procurando algum livro interessante para ler. Cerise era uma garota normal e até bonita. Tinha cabelos castanhos arruivados até o começo as coxas quando solto, porém, usava-o num rabo-de-cavalo, no sol, vários fios juntos fazia parecer fogo, seus olhos eram belos e, de longe, pareciam normais, mas, quando vistos de perto, podia-se notar meias luas num tom azul esverdeado e um círculo dourado que envolvia suas pupilas, sua pele era pálida, possuía olheiras bem escuras e chamativas abaixo dos olhos, era bem magrela com 1,60 cm de altura e usava óculos de armação fina dourado com lilás. Era normal vê-la usando uma camiseta de mangas curtas roxo escuro bem larga, calça jeans folgada e tênis azul com roxo e rosa. Tinha sempre um colar negro de um livro que amava e brincos prateados, na orelha direita um pequeno e, na esquerda, um bem grande e chamativo.

— Hum...- olho para a própria mão.- Sujou de graxa? Acho que foi da minha bicicleta...- riu, pegando um livro com a outra mão e se retirando da biblioteca.

No momento que se virara para fechar a porta, alguém tocara seu ombro com força e sussurrara um "Boo!" próximo ao seu ouvido com o intuito de assustá-la, porém, não houve reação da parte dela.

— Ah...- Cerise sorriu ao olhar pra trás.- É você, Serpe.

— ...- a mesma bufou, soltando um xingamento inaudível.- Você, por acaso, não possui emoções?!

Serpe era amiga de Cerise. Tinha cabelos castanhos escuros recém-cortados, por isso estava um palmo abaixo dos ombros, sua pele era branca, olhos verdes bem límpidos e vivos, era magrinha e 10 centímetros menor que Cerise, sendo assim, tinha 1,50 cm. Numa análise mais detalhada, podia-se notar algumas sardas no nariz e nas bochechas, mas era algo muito disfarçado. Usava uma camiseta negra com estampa de Yuu e Mika de Owari no Seraph com uma jaqueta sem mangas jeans escura por cima, calça legging negra e, no momento, encontrava-se descalça. Tinha várias pulseiras douradas nos pulsos e um anel da mesma cor com duas pedrinhas, uma safira e uma ametista, presente de um amigo.

— Claro que possuo, Serpe! Só não me assusto com facilidade...Eu sou o fantasma, menina.- riu, passando seu dedo sujo com graxa na bochecha da outra.- Opa...- notou a sujeira.- Acho que te sujei com graxa...

— O quê?!- enraiveceu-se.- Cerise!

— Calma, calma, morena! É só uma sujeirinha com graxa na bochecha.- mostrou a mão suja.

— Não sujou a blusa, certo?

— Não.

— Menos mal!- suspirou em alívio e olhou-a nos olhos, que logo foram desviados. Cerise nunca gostara de fazer contato visual com os outros.- Vou no banheiro. Até.- seguiu para o andar de baixo.

— Até.- já Cerise seguiu para o andar de cima.

Serpe andava rapidamente para o banheiro, seus pés descalços nem faziam barulho no piso de madeira da casa. Voz ou outra bocejava e olhava em volta. Não que estivesse com medo de algo. Só não queria virar alvo de alguma pegadinha.

Quando avistara a porta do banheiro mais próximo, apressara mais o passo e entrara rapidamente no mesmo, aproximando-se do espelho e olhando para a mancha negra que tinha no rosto.

— Caramba, Cerise! Você me sujou mesmo...- murmurara para si, abrindo a torneira e esfregando as mãos molhadas no local sujo.

Não demorara muito para sair, ainda não tinha secado totalmente. Quando terminara, olhara no espelho a vermelhidão que ficara por causa de suas unhas enquanto fechava a torneira.

— Pretende me ignorar novamente, Serpe?- perguntou uma voz conhecida para a menina atrás da mesma.- Sei que você me sentiu aqui.- riu.

— Cale a boca, Thana.- foi a resposta que Serpe dera ao se virar de frente para a mesma, encostando-se na pia.

— ...- a mesma riu, olhando para a morena com deboche.

Thana era algo desconhecido e escolhera a mente de Serpe para viver. Era irritante e muito macabra. Tinha cabelos no mesmo comprimento que os de Serpe na cor vinho, olhos tão negros quanto a própria escuridão, a pele literalmente branca como papel, magra e com um belo corpo, dentes pontudos e muito brancos, chifres negros em espiral e 1,76 cm de altura. Trajava um vestido tão negro quanto seus olhos que iam até o chão e rasgado, os pés descalços e uma capa com capuz marrom bem escuro com os mesmos rasgos.

— O que você quer?- ignorou o deboche dela, olhando-a com sua melhor expressão fria e impassível.

— Nada.- dera de ombros, ainda com aquele sorriso de deboche nos lábios pálidos.

— Nada?- erguera uma sobrancelha com irritação.- Me deixe em paz, então!- desencostara-se da pia, atravessando o corpo da outra e já saindo do banheiro.

— Um dia você irá se arrepender de me ignorar.- rira antes de sumir.

— Como se isso fosse verdade.- zombou, sabendo que ela ouviria, e seguiu pelo corredor para descer até a sala.

No bolso da jaqueta, a morena pegara seu celular, procurando algum livro digital para comprar e poder ler. Estava com certa preguiça de subir para o outro andar e procurar algum livro na biblioteca.

— Serpe?- ouvira seu nome ser chamado por alguém atrás de si.

— Hum?- bocejara levemente, olhando para o dono da voz. Blood o dono do anel que ganhara de presente.- Oh...Oi, Blood. O que foi?

— Você está bem?- perguntara, aproximando-se.- Seu olhar parece vago.

— Estou bem, sim. Só um pouco cansada...- bocejou novamente.- Não dormi direito noite passada.- voltara a andar, desta vez com Blood ao seu lado.

Blood era um lobisomem alfa. Tinha cabelos negros, curtos e um pouco espetados, olhos dourados e bem brilhantes, a pele morena, um porte atlético e magro, tinha 1,79 cm de altura e era dono de uma personalidade dupla. Estava usando uma camiseta regata negra, calça jeans escura e rasgadas no joelho e os pés descalços. Tinha também, um piercing de argola dourado como seus olhos no topo da orelha direita.

— Com medo dos fantasmas, foi?- provocou, recebendo um soco no braço que o fizera rir.

— Eu não tenho medo de fantasmas...

— Mas tem de tempestades...- rebateu, sorrindo torto.

— Quem disse?

— Deu pra sentir o cheiro do seu medo ontem~! Afinal, meu quarto é do lado do seu.- informou.

— Às vezes eu odeio esse seu faro maldito...- resmungou, apressando o passo que foi acompanhado com facilidade por Blood.

— Também te amo, Serpe.- riu.

— Nunca disse isso.- rebateu.

— Sei...- semicerrou os olhos.

— Cale a boca, Blood.- bufou e olho o céu nublado pela janela.

— Vai chover de novo...- comentou.- Posso sentir o cheiro da chuva vindo.

— Oh, que ótimo...- murmurou.- Sabe quem vai voltar para cá amanhã?- mudou de assunto antes que o outro pudesse comentar algo.

— Se não me engano, vai ser o Nathan.

— Hum...- murmurou.- Aquele idiota?

— Idiota? Ainda tá irritada com ele?

Nathan era conhecido por pregar muitas peças e a coitada da Serpe era seu alvo preferido. Por isso a menina não tinha uma boa impressão daquele garoto.

— Claro!- exclamou.- Ele trocou meu shampoo por tinta rosa! E não foi qualquer rosa...Foi ROSA PINK! Sabe o quanto eu odeio essa cor?!- fez cara de nojo.- Ficar um mês inteiro aguentando o rosa toda vez que me olhasse no espelho foi um sacrifício! Até pensei em raspar minha cabeça até ficar careca!

— Careca?

— Estilo Vin Diesel...

— ...- começa a rir com o que imaginara.

— Pare.- rosnou.

— Parar com o quê?

— De me imaginar careca...

— Não sei do que você está falando...- fingiu-se de desentendido.

— Vai à...- seu xingamento fora interrompido por alguém que esbarrara em si. No caso, era Cerise.

A menina parecia preocupada e estava respirando muito pesadamente. Talvez tivesse corrido demais e isso não era bom para si.

— O que foi, Cerise?

— Meu irmão tá no hospital! Tenho que correr!- informou, saindo rapidamente do local sem nem deixar os dois falarem.

— Mas...- Serpe estava surpresa com aquilo.

— Não seria meio perigos ela...Bem, você sabe...Correr demais? Até onde eu saiba, os pulmões dela são fracos.

— Isso é um fato...- suspirara.

Cerise nascera com má formações em ambos os pulmões e isso fragilizara muito sua saúde. A menina amava esportes, mas não os praticava exatamente por isso. Os médicos proibiram-na de se esforçar muito em qualquer coisa que envolvesse o aumento de sua respiração.

Mas, quem disse que Cerise obedecia? A morena arruivada era cabeça-dura e a personificação da teimosia. Quando sentia vontade de correr ou de jogar algum jogo, ela o fazia sem se preocupar com a saúde.

— Mas ela veio de bicicleta pra cá e, até o hospital próximo da casa dela, é só descida...Acho que não há com o que nos preocuparmos...

— É, acho que não...- Serpe fizera uma careta.- Espero que o irmão dela esteja bem...

— Ele vai estar. Deve ter machucado a perna enquanto jogava vôlei...

— É...- bocejara.- Acho que eu vou dormir...- murmurara, seguindo para o final do corredor.

— Tenha bons sonhos, gatinho medroso!- zombara, seguindo o caminho oposto de Serpe.

— Quebre o pescoço quando for descer as escadas!- desejou, olhando-o mortalmente.

— Como se isso fosse acontecer~!

Enquanto isso, Thana os observava de longe, rindo dessa palhaçada toda. O bom de conseguir ser invisível era esse: Ninguém a percebia. Nem mesmo sua hospedeira.

— Bom...- começara, pousando no chão.- Acho que não seria tão ruim assim ir fazer uma visitinha ao hospital.- riu, sumindo em sombras.

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