Max sentia as pernas doloridas pelo esforço e o corpo trêmulo pelo choro, mas, ainda assim, fez um esforço para se arrastar até onde Lucas estava. Lutando contra a própria respiração após ter o torço completamente desfigurado pelas unhas assustadoras de um demogorgon, ele tinha as mãos e o estômago manchados de sangue e a olhava como se fosse culpada, embora ela tivesse conseguido afugentar a criatura ao jogar o maçarico dos Sinclair e óleo de cozinha em sua direção.
O garoto respirava com dificuldade e Max o chamou, se jogando ao seu lado para apoiá-lo. Não podia fazer mais do que isso e Lucas se contorcia em seu colo em razão da dor, puxando seu braço e também sua blusa como que para conseguir algum apoio, tornando a cena mais caótica em razão do sangue.
De repente, as feições dele se contorceram e a voz que a chamava não era mais de Lucas. Aterrorizada, Max olhou para baixo e quem a olhava, agora, era Henry Creel, os olhos profundos e frios perfurando os seus de forma assustadora o suficiente para fazê-la gritar e soltar o corpo, que deveria ser de Lucas.
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