Tom Kaulitz, o famoso guitarrista, entrou dentro do quarto com a sua habitual companheira de noite desde há uns dias. Tinha-a encontrado quando fora a uma discoteca e desde então que a procurava sempre para prazer carnal. Não tinham falado nada para além dos gemidos que ambos emitiam durante as noites que passavam.
Já estavam ambos sem camisola, torturando-se um ao outro em pé, roubando beijos e trincando-se sem piedade. Pelo caminho até à cama iam-se desembaraçando de tudo o que lhes impedia estar pele a pele por completo.
Ela empurrou Tom contra o colchão da cama deixando-se cair sobre ele.
Mais que uma noite, era a fantasia. Tom estava extasiado com a nova companheira, se assim se podia chamar. Ela fazia tudo o que ele queria, ou melhor, ela queria o mesmo que ele!
Pouco importava se era sua fã ou não, estava ali para se divertir e… oh sim! Estava definitivamente a ter uma grande noite. Não era nada comparado a andar de baloiço quando era criança nem tão pouco às relações que tivera durante a sua juventude. O seu corpo dominava uma procura excessiva por prazer carnal, uma procura que talvez lhe viesse a causar confusões e desentendimentos num futuro próximo.
Não estava, de todo, habituado a ter uma mulher ao seu lado que fosse tão calorosa, excitante e, sem dúvida alguma, boa! Pelo menos para si, pouco se importava com o que os outros pensavam.
Por vezes, nas mãos dela, sentia-se impotente, queria dar tudo o que dava e muito mais, mas não era fácil. E, imagine-se, não era qualquer uma que conseguia fazer o Sex Gott sentir-se daquela maneira, era preciso muito. Muito era o que aquela rapariga possuía em todo o seu carácter. Muitas curvas, muito peito, uns lábios muito carnudos e muito apetecíveis… Podia-se dizer que Tom encontrara o mar e a terra juntos, o inferno e o paraíso, o mal e o bem, o amargo e o doce.
Todos os movimentos, todos os gemidos proferidos por ele próprio e arrancados da sua parceira, todas as posições, todas as dirty talks… Nada era suficiente. Tom queria dar mais, muito mais, e isso estava a enlouquecê-lo naquela noite.
Quando era uma simples criança de quatro anos sonhava com o princesa perfeita a quem guardaria todos os seus sonhos numa caixinha coberta de ouro, para apenas ser reaberta quando ele partisse de volta ao castelo encantado que deveria estar erguido na montanha mais perigosa e guardada por um dragão no sopé. Cavalgaria pelo meio dos pedregulhos e chegaria a escalar uma parte perto da cascata de água cristalina que caía, caía, quilómetros abaixo num rio ladeado de chorões. Então, chegado ao castelo sumptuoso com trinta e sete janelas e dois grandes portões de entrada com um jardim enorme cheio de rosas e túlipas, e junto de seu pai, pediria permissão para deixar o seu povo, partir e ir ter com a sua amada, que viveria numa casa nos limites da simples aldeia que pertenceria ao rei.
Chegaria numa noite de lua cheia e céu limpo onde se poderia contar as mil duzentas e trinta e nove estrelas que daria para admirar no cimo do telhado da sua casinha simples, mais baixo que todos os outros. Ficavam juntos para sempre, sem perguntas, sem dúvidas, apenas felizes.
Agora conhecia-a. Será que assim o podia afirmar? Era a rapariga perfeita que tinha todas as fantasias de Tom nas mãos, excitando-o, fazendo-o soltar gemidos entrecortados por gritos agora roucos da sua companheira devido à força com que entrava e à velocidade com que saía, desejando por mais.
Não podia afirmar com toda a certeza, mas Tom sabia que ela também estava a delirar com as suas mãos a acariciando os seus seios com movimentos irregulares ou com a rotação dos dedos, por vezes pressionando-os para baixo de modo a que a dor faça apenas parte do prazer dela. Acabou por enterrar a cara no ombro da sua companheira, sentindo ainda mais a sua respiração ofegante junto ao seu ouvido. Tom não queria parar e, muito provavelmente, nem ela.
Mas tinham de parar, e Tom achava que era realmente uma pena, por que as coisas boas tinham sempre de ter um fim? Não podia simplesmente continuar a ser noite para todo o sempre e continuar os movimentos dentro dela eternamente?
Não! Aquilo estava a dar com ele em doido, e pior ainda era saber que de um dia para o outro iria deixar de a ver, de a ter consigo todas as noites. O guitarrista tinha a certeza que mais nenhuma à escala mundial conseguiria dar-lhe tanto como aquela rapariga lhe deu naquelas noites.
Agora sim, arrependia-se de não a ter conhecido melhor para além dos prazeres carnais, arrependia-se e não poderia voltar atrás. Quem lhe dera…
— Quem és tu? — A dúvida surgiu-lhe de repente, uma pergunta pensada com o coração, esperando que, desse modo, ela ficasse.
— Provavelmente mais uma… – E, levantando-se, a sua companheira saiu.
