The Eternal BallA pressa é inimiga da perfeição
“Elisa.”
Ela reconhece a voz. Como não reconheceria? Sob a luz do luar, agora o sorriso é genuíno. Ela adora aquela voz. Aquela pessoa.
Elisa coloca-se nas pontas dos pés para dar um beijo na bochecha do homem. O gesto é fluido, desprovido de urgência, como tudo que Elisa faz. A pressa, afinal, é inimiga da perfeição. Ela não é como o violoncelista irritante que toca com azáfama. Como se ele ainda estivesse vivo… Aqui, eles têm todo o tempo do mundo.
Alguma peça ainda não se encaixa. Não importa, contanto que ela ainda possa dançar.
“Por onde andou?”

