No sigilo
No sigilo

No sigilo

Synopsis

Ah, o sigilo. Só a palavra já deixava tudo mais instigante. Mais perigoso. Diante das câmeras e de bilhões de telespectadores, eles seguiam o roteiro perfeito: o volante implacável da Rússia contra o meio-campista genial do Japão. Rivais discretos e focados, que fingiam se odiar a cada dividida dura no gramado. Mas era entre quatro paredes, longe dos holofotes e onde ninguém podia julgar, que o verdadeiro jogo acontecia. Ali, os dois craques mundiais mostravam que a rivalidade era apenas uma fachada para uma tensão ainda mais implacável. Afinal, eles sabiam exatamente como dominar a bola dentro e fora de campo.

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Pré aquecimento

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Que comece o jogo!

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Fandom Characters

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Mãos de anjo.

Para Hyoga, admitir a dor nunca foi uma tarefa fácil, especialmente quando o ferimento no olho o deixava tão vulnerável. No entanto, tudo mudava na presença daquele amigo de mãos de anjo, cujos toques os mais carinhosos possíveis faziam o loiro desejar, do fundo do coração, ficar para sempre sob os seus cuidados.

Eu Sou o Seu Presente.

As sombras do passado e o cansaço dos últimos tempos ainda pesam sobre o peito de Shun e a última coisa que ele deseja é comemorar o próprio aniversário. Hyoga, porém, tem outros planos. Entre cupcakes, panquecas de mel, uma alpaca intrometida e as provocações dos velhos amigos, o russo transforma o dia em um pequeno refúgio. Bastava apenas um empurrãozinho para que dois velhos amigos finalmente percebessem que o amor entre eles sempre esteve ali.

Nosso pequeno universo.

Ser pai pela primeira vez não vinha com manual de instruções. Shun sabia disso. Hyoga também. Havia as dificuldades, os choros, as fraldas, as noites sem dormir e a insônia. Havia o cansaço e a sensação de não saber exatamente o que estavam fazendo. Mas, no fim, tudo valia a pena. Porque aquele pequeno bebê agora fazia parte do novo universo que os dois haviam criado juntos.

Minha beldade.

Por que será que a grama do vizinho sempre parece mais verde? Ou, no bom linguajar do sertão: por que será que a manga do pé alheio sempre parece mais corada e docinha? A resposta é simples: mulher dos outros é igual manga no quintal vizinho. A gente só acha bonita porque não precisa juntar as folhas que ela derruba, nem varrer o terreiro depois que o vento passa. Para Hyoga, cobiçar a cerca alheia nunca fez sentido. Ele já tinha sua própria beldade esperando em casa. Um xodó que valia mais que chuva de janeiro caindo no sertão, mais que um açude sangrando depois de anos de seca. Porque, no fim das contas, flor bonita não é a que floresce no jardim do vizinho... é a que a gente rega com carinho todos os dias.