Ele escreveu:
Poema consiste em junção das palavras que expressa, seu sentimento.
Não sei descrever e nem mesmo rimar.
Mas se tem algo que eu sei falar é sobre o que sinto por você.
É como o despertar das rosas em pleno amanhecer do primeiro dia de primaveira, buscar a saída em meio a escuridão e chegar ao começo para tentar outra vez, é provar que da água nasceu o vinho e do ódio nasceu a paz.
Não há um sentido, nem uma conclusão... Um sentimento não se defini, nem tão pouco se escreve.
O que sinto não se mede, não prova, não se apaga.
Não é um jogo para ser feito em palavras. Sendo assim não sei criar um poema, nem tão pouco unir palavras que descrevam.
E conforme os dias passam, a única coisa que posso fazer é torcer para que o minhas palavras sejam suficientes. Ao se unirem em um... Eu te amo.
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E em resposta digo-lhe caro leitor, estou apaixonado.
Eis minha resposta:
Shh... Cale-se coração. Deixe-me ouvir o som da chuva.
Hoje o dia ficou nublado, o Sol esmoreceu.
O temporal lentamente traz toda a esperança de rever ou então ouvir uma só vez aquele adorável \"Alô\".
O piano tão mudo esqueceu o som de todas as teclas e desfez a canção.
No tilintar das espadas sob o peito seco, ouvia-se tão nitidamente a mesma letra de inverno.
Os corpos se aqueciam em uma só chama e os lábios outra vez tocavam um ao outro na sutil melodia de falhas respirações.
Toque e me traga de volta, leve-me ao mundo que só haverá você e eu.
Shh... Cale-se coração.
É mais do que necessário, torna-se sufocante não poder ouvir a voz do homem que trouxe para mim o amor de outono.
Amor de outono. Sentimento que morre e renasce no cair e levar das folhas secas que sempre serão tocadas pelo vento.
Tocar. Sentir... Mesmo que as flores percam a cor na fria casa de madeira, sempre estarei sentado a espera desse meu amor.