Não era de se esperar que Bellort tenha aprisionado Maledhiel em seus aposentos. O reino de Artálas estava completamente indefesa com as grandes maquinas de extração de ouro e diamantes da época, além de centenas de mineradores que garimpavam cada vez mais aquelas que eram belas e férteis terras. Quando Maledhiel correu ao seu quarto, pela vergonha de seus atos, o rei ordenou que dois guardas permanecessem ali sem descanso, revezando com outros dois no turno da noite, para garantir que o elfo da noite não saísse de forma alguma. Haviam lanças apontadas na porta do quarto, e se caso o jovem resolvesse espiar o movimento no corredor, seria morto em um piscar de olhos. Mas não era a intenção de Maledhiel espiar, já que durante cinco longos anos permaneceu sentado, com suas asas recolhidas aquecendo o seu corpo, visto que desde a morte do rei e da rainha, Artálas se transformara num gelo, e nem mesmo os raros raios de sol ajudavam a esquentar o seu povo. Os reis das grandes cidades humanas montaram suas guardas defronte ao grande castelo da cidade, impedindo que qualquer outro ser mágico pudesse invadi-lo e assim resgatar o príncipe. Muitas criaturas mágicas recorreram a antigas terras, já há muito não tinham vida, e ali elas permaneceram reclusas, com fome, frio e definhando, já que não se banhavam com as águas das energizantes cachoeiras de suas terras. Artálas não tinha mais vida, e as cinzas e o desmatamento era constante já que o rei exportava a madeira para outras regiões gerando cada vez mais lucros aos seus cofres mundanos.
— Vamos seus vermes. Como podem ser mágicas se nem podem levantar essas pedras para criar o forte? – dizia um dos guardas aos elfos da floresta, escravizados e humilhados constantemente.
— O senhor precisa entender que a magia não funciona desta forma. – disse um elfo pálido pela fome.
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