Fobia
Era uma noite quente de lua cheia.
Integra acabara de tomar uma ducha fria. Dentro do banheiro já havia vestido a camisola fina de seda branca, clássica nos dias de calor. Saiu do banheiro penteando os longos cabelos dourados.
- Já foi dito-lhe, minha Mestra, que possui belos cabelos?
Alucard surgiu atrás de si.
- Alucard, não comesse! Saia já dos meus aposentos!
A moça olhou para o chão.
Um grito seco e agudo escapou de seus lábios, fazendo até o vampiro se assustar.
Sem nem ao menos pensar, pulou nos braços do servo, que parecia mais confuso o possível.
- Mate esse maldito animal!!
Ineditamente Integra parecia estar realmente apavorada.
-Matar, o quê??
Alucard tentava entender o desespero de sua Mestra.
Integra apontou para o chão, escondendo o rosto na curva do pescoço do vampiro.
Alucard olhou para baixo vendo uma inocente e indefesa baratinha perambular pelo piso de madeira.
-Não me diga!!
Alucard deu uma gargalhada – Não vai me dizer que morre de medo de um simples inseto!?
Ele riu novamente – Integra Hellsing com medo de uma baratinha!! Isso é Hilário!
- Isso não é medo Alucard!
Ela baixou o tom da voz – Prefiro chamar de fobia...
Alucard ria descontroladamente segurando sua mestra nos braços.
- Pare de rir e mate essa porcaria logo!
Uma trégua nos risos. – Eu até mataria se você, minha Mestra, não estivesse sensualmente no meu colo...
O rosto da loira se tornou um tanto quanto rosado por dar-se conta do que fez, e ficou ainda mais, se possível, ao sentir algo alisar sua coxa.
- Pare de passar a mão em mim, seu grande pervertido!
Alucard a pôs de pé no chão.
- Por mais que eu queira, minha Mestra, não estou fazendo nada!
Ele mostrava as mãos como prova.
Mas ainda assim, Integra sentia algo deslizar em sua perna.
Alucard apontou.
- E ai? Não vai gritar: “Mas que baratinha pervertida!” e atirar nela como faz comigo??
Integra deu um grito e um pulo, caindo de costas na cama, por notar a tal baratinha pervertida andar em sua perna.
Alucard usou seus “poderes” para prender o inseto em um tipo de “reservatório invisível”.
- Mate essa merda logo!!
- Por quê?
Alucard se inclinou até ficar a poucos centímetros do rosto de sua mestra, pretendendo, lógico, torturá-la com o inseto.
- Porque isso é um maldito monstro que vive no meio do lixo!!
- Que bom, então, que sou um monstro bastante higiênico!
Alucard fazia um tom de voz sedutor enquanto alisava a coxa da Hellsing.
Integra estava irritada e acabou, sem querer, entrando no joguinho dele. Ela agarrou a gravata do vampiro trazendo-o para mais perto.
- Se você não matar essa porra agora, vou encher essa sua carinha linda com balas de prata!
E sem mover um músculo, Alucard tornou o “recipiente invisivel”, onde estava “monstro que vive no lixo”, compactar-se matando-o esmagado. Depois, ainda sem mexer-se, jogou o cadáver pela janela.
Vendo seu problema momentâneo voar pela janela, literalmente, beijou de leve os lábios do vampiro.
- Obrigada.
oOo
Alucard estava no jardim, próximo a janela de sua mestra, sem tirar as mãos do bolso e com seu sorriso sádico, agachou-se próximo o cadáver da barata.
— Muito obrigado, amiguinha!!