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Phobia

Scarllet

Phobia
Capitolo 14 min di lettura

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Fobia

Era uma noite quente de lua cheia.

Integra acabara de tomar uma ducha fria. Dentro do banheiro já havia vestido a camisola fina de seda branca, clássica nos dias de calor. Saiu do banheiro penteando os longos cabelos dourados.

- Já foi dito-lhe, minha Mestra, que possui belos cabelos?

Alucard surgiu atrás de si.

- Alucard, não comesse! Saia já dos meus aposentos!

A moça olhou para o chão.

Um grito seco e agudo escapou de seus lábios, fazendo até o vampiro se assustar.

Sem nem ao menos pensar, pulou nos braços do servo, que parecia mais confuso o possível.

- Mate esse maldito animal!!

Ineditamente Integra parecia estar realmente apavorada.

-Matar, o quê??

Alucard tentava entender o desespero de sua Mestra.

Integra apontou para o chão, escondendo o rosto na curva do pescoço do vampiro.

Alucard olhou para baixo vendo uma inocente e indefesa baratinha perambular pelo piso de madeira.

-Não me diga!!

Alucard deu uma gargalhada – Não vai me dizer que morre de medo de um simples inseto!?

Ele riu novamente – Integra Hellsing com medo de uma baratinha!! Isso é Hilário!

- Isso não é medo Alucard!

Ela baixou o tom da voz – Prefiro chamar de fobia...

Alucard ria descontroladamente segurando sua mestra nos braços.

- Pare de rir e mate essa porcaria logo!

Uma trégua nos risos. – Eu até mataria se você, minha Mestra, não estivesse sensualmente no meu colo...

O rosto da loira se tornou um tanto quanto rosado por dar-se conta do que fez, e ficou ainda mais, se possível, ao sentir algo alisar sua coxa.

- Pare de passar a mão em mim, seu grande pervertido!

Alucard a pôs de pé no chão.

- Por mais que eu queira, minha Mestra, não estou fazendo nada!

Ele mostrava as mãos como prova.

Mas ainda assim, Integra sentia algo deslizar em sua perna.

Alucard apontou.

- E ai? Não vai gritar: “Mas que baratinha pervertida!” e atirar nela como faz comigo??

Integra deu um grito e um pulo, caindo de costas na cama, por notar a tal baratinha pervertida andar em sua perna.

Alucard usou seus “poderes” para prender o inseto em um tipo de “reservatório invisível”.

- Mate essa merda logo!!

- Por quê?

Alucard se inclinou até ficar a poucos centímetros do rosto de sua mestra, pretendendo, lógico, torturá-la com o inseto.

- Porque isso é um maldito monstro que vive no meio do lixo!!

- Que bom, então, que sou um monstro bastante higiênico!

Alucard fazia um tom de voz sedutor enquanto alisava a coxa da Hellsing.

Integra estava irritada e acabou, sem querer, entrando no joguinho dele. Ela agarrou a gravata do vampiro trazendo-o para mais perto.

- Se você não matar essa porra agora, vou encher essa sua carinha linda com balas de prata!

E sem mover um músculo, Alucard tornou o “recipiente invisivel”, onde estava “monstro que vive no lixo”, compactar-se matando-o esmagado. Depois, ainda sem mexer-se, jogou o cadáver pela janela.

Vendo seu problema momentâneo voar pela janela, literalmente, beijou de leve os lábios do vampiro.

- Obrigada.

oOo

Alucard estava no jardim, próximo a janela de sua mestra, sem tirar as mãos do bolso e com seu sorriso sádico, agachou-se próximo o cadáver da barata.

— Muito obrigado, amiguinha!!

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