O salão do trono ficou imerso em um silêncio sepulcral, quebrado apenas pelo som abafado das lágrimas da Princesa Dahlia caindo no mármore polido. Seus soluços ecoavam entre as colunas de pedra como um lamento fantasmagórico, enquanto todos aguardavam, tensos, que ela se recompusesse.
"Ele... ele não resistirá muito mais tempo", Dahlia finalmente articulou, sua voz um frágil fio de som que parecia prestes a se romper. Ergueu o rosto banhado em lágrimas, revelando olhos vermelhos de tanto chorar. "É por isso que vim, Majestade. Peço pela planta sagrada que só vosso reino possui. Em troca..." Ela engoliu seco, os dedos crispados no tecido do vestido. "Em troca, ficarei aqui, como o tratado sempre exigiu. Sei que não sou a primogênita, mas ainda sou sangue real de Sirius."
O Rei de Orion se inclinou para frente em seu trono de ébano, os dedos ossudos entrelaçados sob o queixo. Seus olhos, frios como gelo no inverno, estudaram Dahlia com intensidade quase palpável. "Curioso", murmurou, a voz carregada de veneno melífluo. "Mandei meus homens para capturá-la em busca de informações sobre seu irmão desaparecido... mas essa oferta é inesperadamente melhor." Seu olhar então desviou para mim, e senti um calafrio percorrer minha espinha. "E esta? Quem seria essa acompanhante tão... peculiar?"
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