Valentina: http://tererecomgelo.files.wordpress.com/2013/06/fake-morena-11.jpg
PVO Belisa
Acordei ainda com sono, nenhum barulho pela casa... Acho que os meninos ainda estão dormindo! Olhei no meu lado direito e encontrei uma bonequinha dormindo.
– Minha princesa... — sussurrei, passando levemente minha mão no rostinho dela. – Bom dia, florzinha! — lhe dei um beijo no rosto. — Vou ver onde estão os tios: Alex, Patrício e Vitor além do primo Gustavo! — e sai do quarto.
Entrei na cozinha que mais parecia uma sala sem móvel algum.
– Ninguém... — resmunguei.
"Claro, sua besta!" – pensei. — "Eles dormiram na sala".
Fui até lá e encontrei Alex e Vitor dormindo.
– Acordem meninos! — quase gritei.
– O que? Onde? — Vitor pergunta e cai do sofá.
Comecei a rir sem parar.
– Machucou? — perguntei com lágrimas nos olhos, de tanto rir.
– Foi só um susto — responde ele.
– Ótimo jeito de me acordar, Vitor! — reclamou Alex.
– A culpa é da Isa!
– Minha? — o questionei. — Pensei que a gente iria comprar o que falta pra casa!
– É mesmo — concorda ele. — E os outros?
– Patrício e Guto foram trabalhar — respondi.
– Então, vamos nós mesmos comprarmos? — perguntou Alex.
– Sim! — eu e Vitor concordamos.
– Então vamos nos arrumar!
Assim cada um foi pra um lado da casa, se arrumar pra ir às compras.
PVO Valentina
Desde quando a Isa e a Lucy foram embora, eu fiquei meio sozinha. Eu tenho a Beatriz, irmã mais nova da Belisa só que não é a mesma coisa! Assim, pra relaxar resolvi fazer compras.
– Já comprei roupas, calçados... Preciso comprar algo pra comer! — falei sozinha.
E fui em direção a uma lanchonete.
PVO Alex
– Meu Deus! Compremos tudo que faltava e estou cansada. — Isa reclamou.
– Me dá a Emi, Isa! — pediu Vitor.
– Não. Eu consigo segura-la!
– É mesmo! – exclamei. — Vamos comprar alguma coisa pra Emily? — sugeri, fazendo cafuné na Emi.
– Com que dinheiro? Se gastemos tudo que tínhamos? — questionou Belisa.
– Eu sei que o Vitor tem dinheiro!
Isa riu e a Emily dá um sorriso banguela.
– Faça sua sobrinha feliz, Vitor! — falei.
– Vão lá vocês que eu fico aqui — disse Belisa. — Quero ver o que vocês irão comprar pra minha filha.
– Essa eu também quero ver — falei e entremos em uma loja de brinquedos.
PVO Belisa
Comecei a cantar uma música pra Emi e a brincar com ela enquanto esperávamos os garotos.
– O que será que eles vão comprar, Emily? — perguntei, curiosa.
Ao lado da loja em que os meninos entraram, tem uma lanchonete e uma garota de cabelos loiros entrou lá. Eu desconfiei que fosse uma pessoa conhecida e chamei a garota:
– Hei, moça! — quase gritei.
No momento que ela se virou, eu quase fiz um escândalo, na verdade, nós duas quase fizemos um escândalo.
– Isa? Meu Deus, não acredito que é você! — Valentina correu me abraçar. – Está de cabelos longos agora — ela analisa meus cabelos que antes eram pelos ombros e agora está quase na cintura. — Você está linda!
– Obrigada, mais você não mudou nada!
– Não... — diz ela — Quem é? — ela pergunta, olhando para Emily.
– Esqueceu o motivo de eu ter ido embora?
– Essa é sua filha? Meu Deus, que linda! – gritou. — Onde você está morando?
– Estou dividindo um apartamento com quatro caras.
– Sério? Você é louca!
– Um deles é meu primo, Gustavo. Lembra dele?
– Como esquecer o cara que gostava de mim quando era mais nova?!
– Então... — quando fui falar, sou interrompida pelo os meninos.
– Isa, eu acho que isso daqui é legal pra nossa sobrinha! — disse Vitor. — É uma boneca de pano, o que acha?
– Que linda! – exclamei. — Você viu, filha? A bonequinha que você ganhou do tio Vitor? — e mostrei a primeira boneca dela.
– Não é só do Vitor, é meu também porque eu ajudei a escolher! — reclamou Alex.
– E eles, quem são? — pergunta Valentina.
– Eles são uns dos caras que moram comigo.
– E você é quem? — pergunta Vitor.
– Valentina Molinari, prazer.
– Alex Suarez! — ele se apresenta.
– Vitor Venturi, encantado.
– Nossa, quanto cavalheirismo! — falei, sorrindo para Vitor o qual ficou vermelho.
– Pare de dar em cima da namorada do Guto! — repreendeu Alex.
– O que? — Vale se engasga com o ar. — Eu não sou namorada dele!
– Ficante? — Vitor perguntou.
– Não — diz ela.
– Paremos por aqui! — quase gritei. — Essa história de Valentina e Gustavo não existe, ok?
– Mudando de assunto... Quando que você vai me dar o seu endereço pra mim te visitar, Isa? — perguntou Valentina.
– Eu anoto e te dou, pode ser? — Alex perguntou.
Valentina assentiu.
Depois de ela conseguir o endereço, convidou a gente pra fazer um lanche. Nós aceitemos e comecemos a conversar sobre esse tempo que fiquemos sem nos ver.
– Pessoal, eu não sei vocês, mas eu quero ir pra casa. Estou cansada! — avisei.
– Eu ligo pro meu motorista, e ele pode levar a gente lá — sugeriu Valentina.
– Pode ser, meninos vocês vão ficar aqui? — perguntei.
– Não... — Vitor tenta dizer.
– Sim! — Alex diz rapidamente. — A gente fica mais um pouco, vão vocês e fiquem falando mal dos homens.
– O que? — falei sem entender nada. — Como assim, falar mal dos homens?
– Geralmente é isso que as mulheres falam.
– A gente não vai falar mal dos homens, e sim, de Marcos Meyer.
– Pai da... — Vitor tenta dizer.
– Isso mesmo! — falei, levantando. — Tchau gente, até depois! — falei.
– Até... — ambos falaram. — Tchau Emily! — disseram por fim.
PVO Valentina
Meu motorista não demorou muito para vir, e quando percebemos já estávamos no apartamento onde a Isa mora. Ela me mostrou o apartamento inteiro e depois de ter feito a Emi dormir, nós fomos conversar.
– Seus pais sabem que você voltou? — perguntei.
– Acho que não, mas eles nem se importam comigo e muito menos com a minha filha! — responde ela. — Todo esse tempo que fiquei fora. Eles não ligaram ou mandaram algum recado pela internet. Isso significa que não se importam.
– E a Bia?
– Conversei com ela até semana passada, antes de voltar pra cá. Depois nenhuma ligou pra outra.
– Então, ela sabe que você está pra cá novamente?
– Sim.
– E o Marcos?
Belisa suspirou. Eu sei que ela não gosta de falar dele, sei também que desde o dia que ele abandonou ela grávida, ela fala mal dele até não sei aonde e que se pudesse o matava.
– Nunca ligou, nunca mandou perguntar sobre o bebê, nunca quis saber se estamos vivas ou mortas, não disse nem “vai se ferrar, Belisa". Ele apenas quando soube da novidade, foi embora sem se despedir e sem dizer pra ninguém onde foi parar — contou ela.
– E se ele voltasse, o que você faria? — desafiei.
– Tá louca, Vale? — Isa quase gritou. — Esse cara em nenhum momento se importou comigo, muito menos com a filha dele! O que ele ia querer depois de tanto tempo?
– Desculpa, eu só quis saber qual seria sua reação. Mas já vi que não seria nada boa.
– Vamos parar de falar sobre o Marcos?
– Ok – concordei. — Sabia que a Bia arranjou uma nova amiga?
– É mesmo? Quem é ela?
– Se chama Clara...
PVO Brayan
Estava no centro, comprando um presente pra Marina, que é minha namorada. Até que acabei esbarrando em uns caras que estavam rindo e conversando.
– Impressão minha, ou eu conheço vocês? — perguntei.
– Também acho que te conheço! — diz um dos caras.
– Tenho quase certeza que é o... — o loiro começa a dizer.
– Brayan? — o outro sugere.
– Como sabem meu nome? — perguntei.
– Brayan Marchiori! Não me reconhece? — diz o loiro. — Sou o Alex, e esse é o Vitor.
– Cara! Não acredito que são vocês...
Assim a gente começou a conversar e relembrar a nossa adolescência.
PVO Vitor
No final da tarde, Alex e eu cheguemos em casa e encontremos Isa e Valentina assistindo um filme no notebook do Alex.
– Pensei que não iam vir mais! — reclamou Belisa.
– Sentiu nossa falta, é? — Alex pergunta, dando um beijo no rosto dela.
– Claro que senti — disse ela.
– Por que demoraram tanto? — Patrício pergunta, entrando na sala.
– Nós encontremos um velho amigo... — falei.
– Quem? — todos perguntam.
– O Brayan! — Alex e eu falemos.
– Sério? — Guto duvida.
– Verdade, ele estava comprando um presente pra namorada e a gente acabou se encontrando — expliquei.
– Ele está namorando sério? — Patrício riu. — Essa é nova!
– Vocês têm algo pra nos contar, além disso? — pergunta Isa, desconfiada.
– Sim — fala Alex. — O Brayan está morando sozinho, pois os pais estão na Europa...
– E? — fala Belisa.
– Como está chegando o natal*, a gente o convidou para passar a ceia com a gente! — explicou Alex.
– Vocês estão brincando, não é? — perguntou Isa, séria.

