Afonso sentia uma inquietação crescer em seu peito. Não sabia quantos dias haviam se passado desde a visita da princesa de Artena à pedreira, mas poderia deduzir que fazia um pouco mais que um mês.
Algo em seu interior lhe dizia que deveria sair dali o mais rápido possível, não só pela urgência que sentia ao imaginar-se livre daquele inferno, mas também porque esta mesma coisa, que lhe deixava angustiado e agitado, tendo causado até uma certa insônia nas últimas noites, lhe dizia que algo de muito errado estava se passando no castelo e isso possuía relação com Catarina.
O ex-rei não sabia dizer exatamente o que era ou o porquê de estar sentindo-se daquela forma, somente sabia que só sossegaria e aquele sentimento o deixaria quando colocasse seus olhos na princesa, certificando-se de que ela estava segura, viva.
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