bodhisattva
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Capitolo 49 min di lettura

IV

No dia em que Kyuhyun reconheceu que Kyuyoung era o seu outro eu – e que, portanto, era apenas natural que eles entrassem em comunhão, em carne, alma e espírito –, o firmamento estava matizado de róseo, laranja e amarelo. Além dessas cores, era possível ver o azul do céu, que se estendia adiante; o azul-anil, porém, não era mais poderoso do que os raios solares que, após viajar anos-luz de distância, refletiam por entre os galhos e as folhas da árvore debaixo da qual Kyuhyun e Kyuyoung haviam se deitado.

Ao lado de sua mulher, Kyuhyun contemplava nos olhos dela uma miríade de tons castanhos. Ele observou, com um sorriso embevecido, que eles possuíam uma profundidade ilusória. Eram tais quais uma poça rasa que se confunde com um oceano, uma leve depressão que se confunde com um abismo. Havia traços rodeando a pupila comprimida, traços negros, e era como examinar um caule cortado horizontalmente que apresenta os anéis do tempo em sua madeira. Um caule de carvalho, talvez, muito embora houvesse mais vivacidade em Kyuyoung.

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