A visita à praia não vingou naquele dia. Já era tarde da noite e Yokohama ficava a trinta minutos que eram mais desconfortáveis de enfrentar naquele horário. O silêncio no carro era leve, flutuante e confortável. Afinal foram parar num apartamento de Amayado novamente, visto que não parecia certo deixar Gentaro no metrô àquela hora nem queriam ficar rodando de carro para deixá-lo na própria casa.
Havia muitas coisas entre eles, a maioria delas não ditas. O fato de que Gentaro nunca foi convidado para apenas dormir lá — sempre estivera ali totalmente acordado para trabalhar. Nascia uma dúvida ansiosa e inocente se aquilo significava outra coisa, mesmo o convite sendo tão casual. Gentaro queria que significasse.
Talvez ele se sinta sozinho, assim como eu me sinto, o escritor meditou. Talvez seja por isso.
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