Até amanhã, professor.
Até amanhã, professor.

Até amanhã, professor.

Synopsis

Marcado pelo pânico da água desde o naufrágio que lhe tirou a mãe, Hyoga decide enfrentar o próprio trauma para, um dia, conseguir homenageá-la nas profundezas do oceano. Em sua jornada em uma escola de natação, ele encontra Shun, um instrutor gentil que o acolhe com paciência. Entre a borda rasa e os fantasmas do passado, Shun ajudará Hyoga a descobrir que a coragem também pode começar com um simples passo.

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Único — até amanhã, professor.

3,257 words•~17 min

Fandom Characters

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Mãos de anjo.

Para Hyoga, admitir a dor nunca foi uma tarefa fácil, especialmente quando o ferimento no olho o deixava tão vulnerável. No entanto, tudo mudava na presença daquele amigo de mãos de anjo, cujos toques os mais carinhosos possíveis faziam o loiro desejar, do fundo do coração, ficar para sempre sob os seus cuidados.

Eu Sou o Seu Presente.

As sombras do passado e o cansaço dos últimos tempos ainda pesam sobre o peito de Shun e a última coisa que ele deseja é comemorar o próprio aniversário. Hyoga, porém, tem outros planos. Entre cupcakes, panquecas de mel, uma alpaca intrometida e as provocações dos velhos amigos, o russo transforma o dia em um pequeno refúgio. Bastava apenas um empurrãozinho para que dois velhos amigos finalmente percebessem que o amor entre eles sempre esteve ali.

Nosso pequeno universo.

Ser pai pela primeira vez não vinha com manual de instruções. Shun sabia disso. Hyoga também. Havia as dificuldades, os choros, as fraldas, as noites sem dormir e a insônia. Havia o cansaço e a sensação de não saber exatamente o que estavam fazendo. Mas, no fim, tudo valia a pena. Porque aquele pequeno bebê agora fazia parte do novo universo que os dois haviam criado juntos.

Minha beldade.

Por que será que a grama do vizinho sempre parece mais verde? Ou, no bom linguajar do sertão: por que será que a manga do pé alheio sempre parece mais corada e docinha? A resposta é simples: mulher dos outros é igual manga no quintal vizinho. A gente só acha bonita porque não precisa juntar as folhas que ela derruba, nem varrer o terreiro depois que o vento passa. Para Hyoga, cobiçar a cerca alheia nunca fez sentido. Ele já tinha sua própria beldade esperando em casa. Um xodó que valia mais que chuva de janeiro caindo no sertão, mais que um açude sangrando depois de anos de seca. Porque, no fim das contas, flor bonita não é a que floresce no jardim do vizinho... é a que a gente rega com carinho todos os dias.