stone angel
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Capítulo 5 - Portentoso

Enquanto nas nuvens – talvez por coincidência, talvez por conjuro de alguém ou talvez pela sua própria pretensão –, Zuriel nunca tinha notado o desespero que acompanhava os humanos quase que em todo e cada passo. Os brancos e cinzas mascaravam aquela desesperança humana: aqueles sorrisos sem real brilho por trás, aqueles caminhares tortos sem verdadeiro destino, aquela tristeza gritante; agora ele podia ver.

Ele desejava que seu próprio riso iluminasse os falsos sorrisos, sua mão ao céu guiasse os sem rumo; ele devia trazê-los felicidade. Não – ele queria trazê-los felicidade.

Falharia certamente – antes era portentoso, angelical, poderoso e agora, simplesmente, pedra.