after that missile
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Chapter 14 min read

Que tal um show de magia?

Próximo ao cemitério da cidade, estava um parque. Akko caminhava rapidamente pois sabia que estava atrasada para o compromisso com Andrew. O dia estava estranhamente calmo e os cheiros que sentia na brisa da manhã eram todos doces: colônia depois do banho, flores nos arbustos ao longo das ruas, bolos saindo dos fornos das padarias... Por fim, girou à direita nos calcanhares, numa travessa na rua atrás da Casa de Chá, e lá estava ele: o cemitério. Lembrou-se do episódio que vivera com Lotte e Sucy, quando acidentalmente ressuscitaram o cadáver do pai da Diretora.

Andrew acenou quando a viu. Como estava de férias, Akko usava uma camiseta e uma saia — semelhantes ao uniforme de Luna Nova. Havia um banco de praça no meio do gramado, a meio quilômetro do cemitério.

— Ahn – Atsuko inevitavelmente sentia um arrepio quando encontrava o rapaz. – Oi, Andrew.

— Olá, Akko – ele tinha um olhar calmo e seus lábios carregavam um quase imperceptível sorriso.

— Então, o que era tão importante?

Em pé, ao lado do banco, Andrew parecia ainda maior do que era. Sua postura era perfeita e seu queixo estava sempre erguido.

— Primeiro – ele apontou para a ponta do banco, bem ao seu lado.

Só então, Akko reparou no chapéu cônico cinza, com uma faixa vermelha e uma fivela na base.

— Você deixou comigo de novo. Saiu correndo no outro dia.

— Isso faz muito tempo – Akko pegou o chapéu na mão. Então, sorriu: — Obrigada por guarda-lo, Andrew!

Satisfeito, ele continuou:

— Não é só isso – pigarreou. – Meu pai, com a parceria de outros líderes mundiais, promoverá um baile em homenagem às bruxas. Uma oferta de paz e, acredito eu, um pedido de desculpas.

— Seu pai? Homenageando as bruxas?

— Sim. Depois da contenção do míssil, meu pai me viu estudando alguns livro de magia e, com a minha ajuda, ele entendeu de uma vez por todas que bruxas vão muito além de tudo que ele acreditava. Além de tudo que ele me fez acreditar durante toda a minha vida.

Atsuko não conteve sua surpresa, sua expressão dizia tudo. Mesmo assim, Andrew continuou:

— Expliquei para ele sobre as nove bruxas, inclusive sobre a Família Cavendish.

— A família da Diana – Akko falava mais consigo mesma. – Ela é herdeira de uma das nove bruxas lendárias.

— Exatamente. Enfim, a festa é em homenagem a nove bruxas lendárias, mas também às bruxas que auxiliaram na contenção daquele míssil.

— O que quer dizer? – Akko sorriu, os olhos brilhando.

— Quero dizer que é uma homenagem a você, Diana e todas as suas amigas que seguraram o míssil.

Então, Akko não se conteve mais. Esticou os braços para o ar, sorridente, e agradeceu.

— Fico feliz que goste da ideia – a expressão de Andrew não revelava sua empolgação, seus olhos eram calmos como de costume. – Será em uma semana. Meu pai e os sócios gostariam que você e Daiana fizessem uma apresentação, uma demonstração de magia. E, bom, eu gostaria de lhe fazer o convite pessoalmente, por isso estamos aqui.

Então, Akko ficou séria:

— E por que não chamou Diana aqui hoje também?

— Encontro com Diana com mais frequência do que com a senhorita. O fato é que já a convidei e ela disse que sim. O que me diz?

Akko guardou para si a curiosidade quanto ao que levava Andrew e Diana a se verem com mais frequência. Ela acreditava que era a relativa proximidade entre as famílias.

— Bom, Andrew – Akko se prostrou, as mãos na cintura. – Acho que será uma oportunidade esplêndida para que eu aprimore minhas habilidades, para meus shows de magia!

— Você ainda mantém esse sonho?

— Mas é claro que sim! — A timidez se dispersara. — Um dia, serei igual a...

— Chariot – Andrew sorriu serenamente. – Sabemos.

Akko enrubesceu novamente, mas manteve seu sorriso sonhador.

— Vejo você em uma semana!

Os dois despediram-se, e Andrew manteve seu sentimento por Atsuko Kagari tinindo: a menina era especial, a magia pulsava do coração dela para o dele.

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