(...)

Os dois se levantaram e foram. O voo não duraria muito tempo, Cuddy nem se deu ao trabalho de tomar algum remédio para relaxar.
Wilson, com sua gentileza de sempre, colocou o cinto em Cuddy e nele.
— Pronto. São apenas 40 minutos de viagem. – Disse ele.
— Ok. – Lisa sentia-se tensa.
Wilson lia um panfleto da Convenção/Palestra enquanto Cuddy mexia no celular.
— Ah, não. – Wilson reclamou
— O que foi?
— Você já viu o nome de um dos palestrantes?
— Wilson, nem a carta eu tinha visto ainda.
— Gregory House.
— E o que tem ele? Não me lembro de ter o ouvido.
— Você é uma garota de sorte, Lisa Cuddy. Esse cara é um estúpido egocêntrico.
— Really? – Ela pegou o panfleto da mão dele. – Ele não me parece tão estúpido assim. Tem uma boa aparência, apresenta uma boa tese...
— Tem uma boa aparência? – Wilson a encarou.
— Digo, a imagem dele me passa segurança e integridade. – ela tentou consertar.

Mesmo depois de dois anos separados, Lisa e Wilson tinham um respeito mútuo, nenhum dos dois tocavam em certos assuntos na frente do outro; isso fazia com que a relação profissional e pessoal deles fosse a melhor possível.

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