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World Upside Down

Ian

World Upside Down
Capitolo 16 min di lettura

Prólogo

Bruce Wayne e os seus pais estavam a sair do teatro que Thomas tinha pagado para ir ver.
Recentemente, Bruce tera uma má experiência com morcegos que o incomodava até a dormir, então, o seu pai Thomas Wayne arranjou bilhetes para um espetáculo amador onde claramente apareciam pessoas vestidas de morcegos bizarros a voar pelo palco com cordas de metal, tudo para que Bruce perdesse o medo. No entanto, não resultou.

-Desculpa, Pai! Eu se que pagaste bastante para o espectáculo, mas não consigo! Desculpa!

-Bruce, não faz mal. A sério! Não fiques preocupado... É natural termos os nossos medos.

Bruce abre a boca para responder, mas algo o interrompe.

-Dá-me as tuas joias, menino rico! Agora! — Um homem loiro com a cara suja e roupas rasgadas aproxima-se de Thomas com uma arma apontada para ele.

-Hey! Acalma-te, esta bem? -Thomas mete a mão no bolso, anunciando que ia tirar a carteira- Toma, podes ficar com o meu dinheiro e com os meus cartões!

O homem olha para a carteira, e embora tivesse lá dinheiro e um monte de cartões de crédito, o homem grita:

-Eu disse joias! Eu disse Joias!!

Completamente louco e enervado, o homem dispara sem pensar para Thomas e vai se embora, deixando o morrer nas mãos de Bruce e Martha, a mãe dele.

-Vai ficar tudo bem, rapaz! Tens a tua mãe para cuidar de ti, mas acima de tudo, cuida bem dela, sim? -Thomas acaba a frase com dificuldade e dá um último suspiro.

Martha ajoelha-se e abraça o corpo que pertencia a Thomas. Enquanto o sangue lhe enchia as mãos e o colo, ela desaba a chorar.

Bruce olha para o pai, morto e lágrimas começam a escorrer dos seus olhos.
De seguida, olha para o homem e pensa ''Pai, tu mereces justiça! O que vou fazer é pela tua honra, pai!''

Pega numa pedra de passeio solta ao lado dele e começa a correr em direção ao homem que matou o seu pai.
Não o conseguia ver porque estava escuro, mas sabia que estava lá pois o homem não poderia ir muito longe, já que claramente estava podre de bêbado.

O homem tinha uma garrafa de cerveja na mão e a pistola na outra, insatisfeito... Tinha apenas ganho milhares de euros em dinheiro e cartão, mas não aquilo que ele ordenou.
Estava já a planear saquear e assassinar a próxima pessoa que visse, porque tinha esperanças que corresse melhor desta vez.

No entanto, o homem para. Fica silêncioso por uns instantes e ouve passos de alguém que está a correr na sua direção.
Olha para trás e vê um rapaz de cabelo preto pronto para lhe saltar em cima, e foi isso que Bruce fez.

Deitou o homem ao chão e bateu com toda a sua força o pedregulho na cara do homem.

Deu pelo menos umas dez pancadas, umas atrás das outras, e quando acalmou, notou que o homem já não reagia.
Saiu de cima do homem, e ao fazê-lo, tropeçou no seu pé, caindo no chão perto dele.

Sentio-se molhado por algo quente e espesso, e quando a luz de passeio acendeu, notou uma poça gigante de sangue á sua volta, que saia da cara esburacada do homem.

Saiu de lá a correr a chamar pela mãe, que conseguia facilmente ouvir os seus gritos.

-Mãe! Mãe! Por favor responde! Mãe!

Quando chegou ao pé dela, viu-a ainda ajoelhada perto do marido falecido com a mão na boca para tentar abafar o choro, mas a seguir, Martha olha para o filho Bruce e tira a mão ensanguentada da boca.

O seu olhar parecia vazio e ao mesmo tempo cheio de sentimentos. As veias dos seus olhos salientavam e as sobrancelhas estavam arqueadas.
Depois, sorriu. Soltou um sorriso de ponta a ponta da cara e começou a gargalhar mais alto do que o som do disparo. Tinha a boca coberta de sangue do marido, o que fazia com que parecesse que a sua boca era ainda maior.

Martha ria loucamente perante a morte do seu marido como se não se importasse, enquanto o filho assistia.

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Um carro grande e preto aproxima-se deles, parando mesmo a sua frente.
De lá sai Alfred, o prestigiado mordomo da família Wayne, com uma equipa de homens vestidos de negro.

Vêm Thomas Wayne, o seu chefe, morto. Vêm também Martha a rir maniacamente e Bruce ensanguentado.
Aquilo que concluem, sem investigar o caso, foi que ambos Martha e Bruce foram responsáveis pela morte de Thomas.

-Cerca de 6 meses depois-

''Eu não percebo como é que estou na prisão! Eu sou uma criança! A culpa disto é daquele monte de lixo que matou o meu pai! A culpa é del.... Espera, não. Não é dele. É da minha mãe! Sim, é dela! Ela não fez nada para ajudar o meu pai e quando chegou a sua hora, ela desatou a rir.''

''Ficaria muito mais descansado se ela não estivesse cá para me atormentar os pensamentos!''

Bruce ouve um barulho de um trinco. Finalmente aquela altura do dia tinha chegado. O tempo de ir para o pátio.

-Vamos, saiam das vossas celas. Precisam de ir apanhar ar! Estão numa prisão, não debaixo da terra! Vamos, Vamos, Vamos! -Disse o guarda, que se encontrava num patamar acima dos prisioneiros.

''É agora! É esta a minha oportunidade de ficar com a mente descansada! É agora que tenho a oportunidade de matar a minha mãe! Só tenho de esperar que ela saia da secção das mulheres, que provavelmente sai um pouco mais tarde que nós!''

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-Quero ver se te ris agora, não é, Mãe? -Bruce derrubou a mãe, que tinha um sorriso parvo na cara, e dá lhe uma facada na barriga, e continua a apunhala-la em vários sítios, sem remorso ou culpa por ser a sua mãe-

Os guardas chegam ao pé de Bruce e agarram-no com força e levam-no a rastejar até á sala de torturas (o lugar que uma pessoa ia quando matava outra dentro da prisão).
No entanto, Bruce não fica muito preocupado porque vê a sua mãe a encher-se de sangue, estendida no chão.

''É apenas um pequeno preço a pagar para alcançar a felicidade que ela me tirou desde aquele dia!'' -Pensou-

Quando o empurraram para a sala de Torturas, pegaram num chicote e começaram a bater-lhe nele. Deixaram-no a solta e não atado a um poste, para que ele pensasse que podia fugir, mas não podia.

O acordo entre os guardas era acertar sempre nas costas ou na barriga, mas falhavam sempre porque Bruce, mesmo tendo ainda 12 anos, já se esquivava agilmente e tinha muito mais perícia de que deveria de ter.
Quando lhe lançaram o chicote, Bruce calculou mal a trajectória e escorregou, fazendo com que o chicote lhe acertasse na cara.

Ainda hoje, Bruce, já um homem adulto, olha para o espelho e observa a cicatriz na cara dele.
Respira fundo e lembra-se de como aconteceu....

Lembra-se.... Que foi o dia em que se apercebeu que desfrutava de matar pessoas!

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