WolftaleDonaire
Ele volta a si ao amanhecer, no chão irregular da floresta, sentindo a neve fria contrastar com os músculos doloridos em cada centímetro do corpo desnudo.
O líquido seco em seu rosto e peito se enche de rachaduras quando ele se move sem donaire, ainda lutando contra o corpo dormente. A mão toca um tecido vermelho. O cheiro, metálico e enjoativo da neve tingida, é opressivo.
Então ele vê o motivo.
Não havia sobrado quase nada, um corpo tão destroçado que nem parecia humano, e tão pequeno que só podia ser de uma criança.
Ele caiu de joelhos e vomitou.

