Um avião meio pobre, antigo e com um vermelho amarronzado pelo tempo, sobrevoa as águas do mar, uma paisagem muito bonita, o céu quase se funde ao mar, tornando-se uma grande vastidão de azul, até que neste cenário então surge verde, surgem montanhas, surge uma ilha.
— Ilha a vista! — diz o piloto do avião, ele gira os controles para a esquerda para o avião descer, o avião não tem nenhum luxo, sua cabine só possui seu pára-quedas, e o que divide a cabine da parte dos passageiros é apenas um grande pano vermelho.
Em alguns minutos o avião desce, pousa em uma parte gramada, não muito longe das praias, mas com um espaço amplo para pouso ou decolagem.
Após o pouso a porta do avião é aberta para baixo, mostrando que sua parte interna é uma escada, de lá sai uma jovem bonita, devia ter uns 23 anos, cabelos longos até metade das costas, logo em seguida desce o piloto, também jovem, por volta de 25 anos, cabelos curtos e penteados para trás, roupa social e óculos escuros, ele nem se deu ao trabalho de tirar os fones de pilotagem, ele simplesmente o deixara com o lado esquerdo atrás da orelha de mesmo lado, saiu do avião com o fone do mesmo jeito que usara durante toda a viagem, e por fim, sai um rapaz negro, também 25 anos provavelmente, cabelos raspados bem curtos, blusa social com gola V, calça camuflada que gosta de usar desde que entrou no exercito, mas agora era apenas um explorador.
— Vem logo. — Diz o piloto em quanto chama o amigo com a mão.
— Certo pessoal, sabemos o que viemos procurar aqui, nossos amigos vieram para esta ilha a semanas e ainda estão desaparecidos. — Falou o rapaz negro com firmeza.
— Ok, acho melhor no separarmos para procurar o outro Leo e a Mariana não acha Matheus?
— Sim eu acho. — Concordou o rapaz negro. — Tudo bem pra você Leo?
— Sim, e essa é uma ótima ideia Letícia.
— Obrigada. — respondeu prontamente a garota.
Matheus olha em seu relógio, são 13:00 horário de Brasília.
Certo agora é uma hora pessoal, acho que seria uma boa fazermos uma caminhada de busca nesta parte da ilha agora mesmo, e se encontrarmos eles já podemos voltar; voltamos as 3.
Logo os três se separam, todos tem familiaridades em caminhar em trilhas então nenhum deles tem medo de andar pelas florestas com grandes árvores e armadilhas criadas pela própria mãe natureza, Matheus segue para o leste, Leonardo para o oeste, e Letícia para o norte.
Matheus está andando destemidamente, mas algo o incomoda, uma sensação de estar sendo observado, ele olhava sempre para os lados, mas não havia nada alem de árvores, arbustos, e rochas, não avistava nem pássaros, ou qualquer outro tipo de animal, ele continuou andando até chegar em frente a uma caverna, se parecia com uma caverna de urso, não possuía árvores perto da caverna, apenas grama curta, ele esta a uns 100 metros da caverna, e quando estava quase saindo do meio das árvores e indo ao local com vegetação mínima, teve uma forte sensação de ter alguém próximo a ele, virou-se rapidamente mas ninguém avistara, então girou de volta ao caminho à caverna, quando ele teve certeza de que alguém com uma mão forte pegou seu ombro, mas antes de olhar de onde vinha está mão ele viu seu corpo ser coberto por algo negro, algo que o revestiu em segundos tudo que ele teve tempo de fazer foi dar um grito.
— SOCORRO!
Então tudo se tornou negro.
Leo andava lentamente, de todos era o menos acostumado a florestas, mas com o desejo de encontrar seu chara e sua amiga continuou seguindo, até que chegou em um lugar em que o chão tremeu, ele começou a correr enquanto o chão cedia, e em um só impulso pulou o mais alto que pode e conseguiu segurar em um cipó, a terra afundou até formar um circulo e no meio deste circulo um buraco que parecia não ter fim, Leo não ouvia as rochas que caiam lá dentro, naquele vão escuro, ele parecia salvo o cipó que estava preso entre duas cordas era sua passagem, ele só precisava ir se pendurando para o lado até chegar no galho da árvore mais próxima se depois saltar para longe daquela pequena cratera, o plano era perfeito, com exceção de um pequeno detalhe, um pequeno barulho que o cipó fez, quando Leo olhou pra cima, viu que o cipó estava se partindo.
Letícia seguia para o norte mas foi distraída por uma coisa que jamais antes vira, uma nova espécie de borboleta, mais colorida do que qualquer uma que já fora descoberta, mas não estava totalmente entretida com a borboleta, enquanto a seguia olhava para os lados em busca de seus amigos, mas prestando atenção nestas duas coisas não percebeu de algo começava a brilhar atrás de si, e deste brilho as poucos, começou a surgir um par de asas em suas que estavam ligadas as suas costas, quando ela sentiu alguma coisa em suas costas, algo diferente disse.
— Que? — Mas antes de olhar para trás viu que a borboleta se distanciava, ela ignorou as costas porque a sensação estranha passou, então ela voltou a seguir a bela borboleta...
Matheus acordou deitado de bruços no chão, levantou devagar viu que estava com uma jaqueta escura, totalmente preta que ia até seus joelhos, não sabia o que aconteceu, estava meio zonzo, mas algo dentro dele o dizia que ele devia seguir até a caverna escura para repor as energias, como se o escuro fosse o fazer bem, ele seguiu este instinto andou, andou até a porta da caverna, respirou fundo e entrou sem saber se existia algo lá dentro...
Leo estava num mato sem cachorro, cada pequeno movimento que fazia o cipó se rompia um pouco, ele pensou que talvez se ele segurasse firme com as duas mãos uma parte do cipó ele poderia esperar o cipó se partir e escalar uma parte dele, mas antes que ele levantasse a outra mão, o cipó rompeu, ele caiu...

