Estávamos em 11 pessoas. 11 desiludidos sem muita vida pra viver, sem muito pelo que sorrir. Uma garota morena com um coração conturbado; uma protestante sem muitos motivos para se manter viva; uma garota com uma filha de cinco anos e um passado triste; um casal de garotas vívidas e felizes, que de primeira vista era óbvio: se amavam;uma adulta com uma alma de mãe; um garoto incompreendido por ter nascido como naceu, ainda que vívido e mais quatro garotas simples, porém tão sorridentes e brilhantes que faziam o local parecer abençoado.

Sentamo-nos em círculo naquele lugar de um branco sem fim. Olhamos de cabo a rabo cada uma das faces que ali estavam.

Imediatamente, a morena de coração conturbado sorriu e começou a falar:

- Prazer, Lawliet Shoujo! – e riu um bocado.

Todos, então, se apresentaram.

Eu, a protestante, usei, assim como a Lawliet Shoujo, um pseudônimo: Seme Queen. A garota com a filha e o passado triste se apresentou como Tomoyo Mizuki, o casal de garotas eram Ditto e Yuki, a adulta era a Luna e as quatro garotas amáveis – das quais duas imediatamente me chamaram a atenção – chamaram-se Lai, Keiko, Hashi e Panda.

Lai e Keiko estavam sentadas uma em cada lado meu, eu sorri para ambas e as elogiei:

- Não tenho ideia de como descrever o quão bonitas vocês são, minhas senhoritas, mas tenham certeza que nunca encontrei mulheres mais lindas do que vocês – me senti um pervertido daqueles que você só encontra à noite em becos desertos. É, esses mesmo.

Elas me olharam, meio perplexas, coraram e riram. A tal Tomoyo começou a conversar com a outra Lawliet Shoujo no mesmo tom; ri. O casal de garotas conversavam intimamente uma com a outra.

Então, como se nada mais importasse, nós nos conhecemos.

Kokoro, então, tornou-se um dos meus melhores amigos; Lawliet – a qual eu já me referia por Law -, tornou-se uma das minhas melhores amigas; Lai e Keiko, minhas amadas protegidas, para as quais eu dedicava boa parte de minha atenção; Tomoyo, minha companheira para todas as conversas; Hashi, Panda, Ditto e Yuki eram amigas para sempre que eu quisesse rir e Luna, minha... nossa mamãe.

Nossa porque não éramos mais um grupinho que se encontrou por acaso.

De repente, não éramos mais sozinhos, não éramos mais tristes, não éramos mais dependentes... nem sequer éramos mais carentes. De repente, não precisávamos mais de alguém para quem desabafar, não precisávamos mais de uma família, de alguém em quem confiar, de alguém para contar cada mínimo detalhe de nossa vida – agora não mais patética -, de alguém com quem rir.

De repente, tínhamos tudo isso.

De repente, éramos uma família.

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