Pollyanna's Romance
Pollyanna's Romance
Chapter 16 min read

"Viver" novamente

[POV NANCY]

– Ela está atrasada! Não é possível, como posso tolerar esses atrasos todos os dias!- Intolerou Paulina como de costume.

Paulina Harrington estava sentada na mesa de jantar com um semblante emburrada com o atraso da sobrinha, Pollyanna Whitter, a mesa estava posta com as comidas mais fartas do mundo era realmente uma casa muito rica. Eu olhava de relance para a patroa e suas reclamações de atrasos e pensava da cozinha: “Vou parar de enxugar essa louça para chamar Pollyanna...”. Levantei-me e tomei rumo ao melhor quarto da mansão Harrington, com muitos quadros e tapetes do jeito que Pollyanna gostava.

– Onde está indo Nancy?- Indagou Paulina com um olhar de desdém.

– Eu ia chamar a menina para tomar o café!- Respondi meio sem jeito com medo de ser barrada.

– Pois bem, então continue!- disse a senhorita Harrington com um leve tom se sarcasmo em sua voz- Mas alerte ela que da próxima vez não terão mais chances!

– Sim senhora! –responde com a cabeça baixa.

[POV POLLYANNA]

O dia está lindo hoje nunca esteve melhor! Tio Tom saiu para trabalhar!- por um instante me entristeci- mas, por outro lado o trabalho dele é curar os doentes e esse dia maravilhoso com certeza ajudará mais o doente que ficará contente quando tiver curado e tio Tom ficará contente também por ter curado o doente!

O brilho nos meus olhos vendo as luzes coloridas do arco íris dançarem no meu quarto me deixam mais contente.

–Ah! Mas que dia mais bonito!- deslumbrava esse sentimento no meu rosto.

De repente olhei aquela janela de onde se derivam as luzes coloridas que dançavam pelo meu quarto e pensei: “Porque não?!”, como já tinha experiência, lá no Oeste na pequena casa onde morava eu e meus irmãos a brincadeira mais divertida era subir nas árvores pular entre as plantas e fazer macaquices. Estava aí a bela chance de voltar como eu era... Depois da paralisia nas pernas nunca mais fizera isso de novo, tia Paulina não gosta que eu sai sem avisar mas nesse dia lindo e luminoso com um arco íris a sorrir no céu não vale a pena ficar presa dentro de casa! Não perdi tempo, pus uma roupa confortável de quando eu era da auxiliadora, um casaco xadrez simples um tanto grande nas mangas, mas não fazia mal algum, meu costumeiro chapéu e uma bota que me pertencia desde a época que papai estava vivo... Quando a pus dei um suspiro profundo e fiquei contente de novo porque pelo menos eu ainda a tinha para lembrar dos bons momentos que vivi com papai!

Botei meus pés em cima do parapeito da janela e pensei: “É agora ou nunca!...” um galho de uma grande árvore se alojava quase grudado na janela, era a hora... Fechei meus olhos, e fui com toda a emoção! Fiquei tão contente quando coloquei meu pé esquerdo no galho, as folhas se mexeram e eu dei uma risadinha finalmente podia “viver” de novo. Era como estar pisando na lua, mas para mim era pela segunda vez, o pé esquerdo tocando no galho foi como reviver uma experiência incrível, todos esses fatores me deixavam muito contente! E por mais que eu quisesse não conseguia tirar o largo sorriso que se abria em meu rosto. Então o primeiro passo já havia sido feito, coloquei o outro pé no galho e as folhas caíram lá embaixo onde Tomás trabalhava no extenso jardim e dei novamente uma risadinha. Passei a cabeça pela janela e minha mão direita ainda segurava no batente da janela e enfim com toda a confiança do mundo me soltei da casa e segurei no tronco grande e expeço da grande árvore.

Pensei: “Agora finalmente eu posso “viver” estou muito contente comigo!”, não tinha esquecido minhas habilidades, a árvore era tão grande que seu ultimo galho bem extenso comum ninho de passarinhos na ponta acabava depois da cerca que dividia o quintal da casa da tia Paulina para a rua. Segurando bem firme minhas mãos e engatinhando lentamente até o fim fui de quatro ao ninho que tremia assustando os filhinhos de passarinho a cada vez que eu dava um passo. Quando cheguei o ninho estava em perfeito estado mas os passarinhos não paravam de piar.

– Acalmem-se eu só estava tentando “viver” novamente depois de não ter as pernas como é bom tê-las de volta!- Tentei acalmar os passarinhos, mas por dentro eu estava realmente feliz por conseguir chegar até lá.- Com licença, tenho que chegar na rua vou atrás do arco íris lindo que hoje se ilumina no céu!- finalizei e os pássaros pararam de piar.

Finalmente havia chegado à rua, num triz pulei da árvore com leveza e já muito contente com mim mesma tomei o meu rumo de “viver” novamente “Para além do arco íris!” pensei e fui andando rua acima na calçada de minha casa, do lado direito, não iria correr o risco de perder minhas pernas de novo é bom tê-las de volta! Por isso hoje não tem motivos para infringir as regras do jogo... Com esse dia maravilhoso, esse céu, essas nuvens, o arco íris...

– Ah!- dei um suspiro de alegria e me pus ao caminho só levava comigo dois dólares no bolso do casaco e “Seja o que deus quiser!...”- pensava.

[POV NANCY]

Subi ao quartinho mais querido e visitado da casa nos últimos tempos, o quarto de Pollyanna Whitter desde que ela chegou para morar com sua tia as coisas vem mudado, por grande influência de Pollyanna, a senhora Harrington casou-se e deu um tio a Pollyanna o médico do senhor Pendleton, Tomás Chilton apelidado por Pollyanna de tio Tom. O médico também ajudou Pollyanna a voltar a andar mandando-a para uma clínica especialista e agora todos vivem contentes jogando o “jogo do contente” ensinando por ela própria.

“Ah! Tantas felicidades na cidade de Beldingsville, desde a chegada desse anjo!...”- eu pensava. Então cheguei a porta do quartinho, coloquei meus ouvidos na porta para ouvir Pollyanna que essas horas se atrasava sempre por estar distraída com alguma coisa do mundo já tinha virado rotina, mas estranhei quando coloquei o ouvido na porta e para minha decepção não ouvi nenhum ruído se quer pensei “Será que Pollyanna está dormindo a esta hora? Alguma coisa deve ter acontecido!”.

Fui abrindo a porta lentamente e o aposento estava claro e colorido, frestas de luz saiam pela porta incomodado a senhora Harrington.

– Desligue essa luz Nancy é dia! A luz solar é o suficiente!- irritou-se Paulina.

Eu mal prestava atenção nas reclamações da patroa estava achando muito estranho tudo aquilo, Pollyanna sempre reclamava de muita luz, gostava de dormir no escuro, era costumeiro de sua parte que com o clarear do dia acordasse seu costume era “acordar com as galhinhas”! Quanto mais eu abria lentamente a porta mais aflita eu ficava. A porta já estava escancarada e o aposento podia ser visto de todos os lados a menina não estava lá!

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!


Comments & Reactions

Share your thoughts, attach collectible stamps, and react with the author and community.

Story Index