



Pardon!
Shun, in a prayer, reflects on his forbidden feelings for his brother.
Sinossi
Scritto da
Vedi profiloUma pessoa que ama arte, dança, cosplay, HQ, desenho, mangá, animes, desenhos animados e uma boa conversa com os amigos.
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Capítulo 1
Personaggi del Fandom
1Warning: It contains homosexuality and incest between siblings. If you don't like the topic, please find another fanfic.
Statistiche della storia
Scheda tecnica e aggiornamenti
Prima pubblicazione
23 de setembro de 2015
Ultimo aggiornamento
23 de setembro de 2015
Stato editoriale
Completata
Lingua
Português (Brasil)
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Para Hyoga, admitir a dor nunca foi uma tarefa fácil, especialmente quando o ferimento no olho o deixava tão vulnerável. No entanto, tudo mudava na presença daquele amigo de mãos de anjo, cujos toques os mais carinhosos possíveis faziam o loiro desejar, do fundo do coração, ficar para sempre sob os seus cuidados.
As sombras do passado e o cansaço dos últimos tempos ainda pesam sobre o peito de Shun e a última coisa que ele deseja é comemorar o próprio aniversário. Hyoga, porém, tem outros planos. Entre cupcakes, panquecas de mel, uma alpaca intrometida e as provocações dos velhos amigos, o russo transforma o dia em um pequeno refúgio. Bastava apenas um empurrãozinho para que dois velhos amigos finalmente percebessem que o amor entre eles sempre esteve ali.
Flu-Flu adorava um vira-lata. E, pelo visto, o Shun também. Bastou a poodle se apaixonar pelo Cerveja para o Shun conhecer o Hyoga, o dono maloqueiro, e descobrir que seu gosto para homens era tão duvidoso quanto o da própria cachorra.
Ser pai pela primeira vez não vinha com manual de instruções. Shun sabia disso. Hyoga também. Havia as dificuldades, os choros, as fraldas, as noites sem dormir e a insônia. Havia o cansaço e a sensação de não saber exatamente o que estavam fazendo. Mas, no fim, tudo valia a pena. Porque aquele pequeno bebê agora fazia parte do novo universo que os dois haviam criado juntos.
Por que será que a grama do vizinho sempre parece mais verde? Ou, no bom linguajar do sertão: por que será que a manga do pé alheio sempre parece mais corada e docinha? A resposta é simples: mulher dos outros é igual manga no quintal vizinho. A gente só acha bonita porque não precisa juntar as folhas que ela derruba, nem varrer o terreiro depois que o vento passa. Para Hyoga, cobiçar a cerca alheia nunca fez sentido. Ele já tinha sua própria beldade esperando em casa. Um xodó que valia mais que chuva de janeiro caindo no sertão, mais que um açude sangrando depois de anos de seca. Porque, no fim das contas, flor bonita não é a que floresce no jardim do vizinho... é a que a gente rega com carinho todos os dias.
Hyoga sempre acreditou que conseguia controlar tudo. Suas palavras. Seus gestos. Suas emoções. O problema é que seu corpo nunca concordou com isso. Toda vez que Shun se aproximava, seu coração acelerava, suas pupilas dilatavam, seu estômago se enchia de borboletas e sua mente esquecia qualquer coisa que não fosse aqueles olhos verdes.






