Lost Souls
Lost Souls
Chapter 14 min read

Bar

Seu velho conhecido podia até estar morto, mas não era isso que incomodava Dante. Ele havia perdido seu fornecedor de balas especiais e afiador de espadas, como caçaria demônios desse jeito? Se a Devil May Cry já estava falida, agora é que não tinha mais jeito. Finalmente chegou no lugar que seu "chefe" havia indicado, um bar no meio de uma floresta chamado "Lost Souls". Entrou e sentiu de imediato as auras demoníacas em volta, mas não teve muito tempo para pensar em atirar.

-Bem vindo, bonitão.

Olhou a mulher de cima a baixo: ela era bonita, tinha um corpão, cabelo bicolor, usava roupas sexys e óculos escuros.

-O que vai querer?-disse ela quando Dante se sentou ao balcão.

-Um sundae de morango.

Todos em volta riram, mas a mulher acalmou os ânimos e logo trouxe o pedido, para a surpresa de Dante.

-Sou conhecida por Dream Vicky, qual o seu nome?

-Dante.

-Certo, e o que você vai querer?

-O que quer dizer?

-Ora, você não é apenas um humano e sabe muito bem que esse não é um bar comum. Todos que vem aqui querem algo especial.

-Especial?

-Sim, olha o Alucard por exemplo- ela apontou para o homem de aparência horripilante sentado numa mesa ao canto do bar- ele é um vampiro que extermina a própria raça para uma agência liderada por uma humana. É deplorável, mas ninguém comenta porque ele é forte e assustador. Vem aqui para tomar sangue em taças de cristal e comprar balas de cruz de prata derretida.

-Entendo...preciso de balas capazes de exterminar demônios e da minha espada afiada.

-Você é quem manda honey. Vou fazer um desconto no sundae porque ouvi falar que sua agência está falida, então fica tudo em 200. Paga 100 agora e o resto depois.

-Nossa, muito obrigado por ter piedade e descontar o sundae...

-Não seja irônico, se eu fizesse descontos grandes estaria falida igual a você.

-Não tem jeito mesmo?

-Bom, me paga os 100 agora e depois eu vejo o que dá pra fazer.

-Parece que não tem jeito...

Ele tirou a carteira do bolso e, com algum sacrifício, juntou o valor necessário em várias notas trocadas. Entregou o dinheiro à mulher, que enrolou as notas e colocou-as entre os seios, e deu também sua espada e disse o calibre das balas. Depois que ele saiu, Alucard veio ao balcão para trocar uma ideia com sua conhecida de longa data.

-Vai dar o bote no caçadorzinho, Vicky?

-O que te faz pensar isso?

-Ora essa, venho aqui desde antes de ficar preso com a família Hellsing, o que dá uns 400 anos ou mais! Te conheço bem o suficiente pra saber qual é o seu plano.

-Se eu falar uma mentirinha pro rapaz, você confirma?

-Quero meu sangue do tipo A na próxima vez que vier.

-Fechado.

Então, uma semana depois Dante voltou ao Lost Souls para pegar o que havia comprado e com metade do dinheiro que faltava, afinal a situação estava realmente crítica na Devil May Cry.

-Olá Vicky.

-Hello darling, já deixei seu sundae de morango pronto.

-Obrigado.

Ele sentou-se no balcão, enrolou o máximo possível para tomar seu sundae e quando acabou foi explicar o motivo do pagamento pela metade.

-Olha, foi o que consegui com as poucas balas que me restavam e...

-Não, querido, pagamentos são feitos depois que o bar fecha e lá no andar de cima, na minha casa.

Ele olhou desconfiado para a escada que ela apontava, então Vicky deu o sinal para Alucard, que bebia seu sangue A tranquilamente.

-Relaxe rapaz, são só as regras.

Ele aceitou e ficou esperando até a madrugada, quando o bar finalmente fechou e ele pode subir com Vicky até sua casa. Chegando lá ele ia entregar o dinheiro a ela para ir embora, mas seus planos fracassaram. A mulher tirou os óculos escuros e revelou dois olhos de coloração alaranjada e com pupilas verticais, que deixaram Dante em completo transe. Ela livrou-se do casaco e expôs duas pequenas asas parecidas com as de um dragão e uma cauda.

-O que...é você?

-Succubus.

Vicky sussurrou em seu ouvido, antes de arrancar as roupas de ambos e levá-lo até seu quarto, onde aproveitou o sexo para extrair um pouco de sua energia vital, como é característico das succubus.

No outro dia, Dante acordou jogado no sofá da Devil May Cry sem se lembrar de nada. Sua espada e novos cartuchos de balas estavam em cima da mesa de centro, junto com uma pizza, um sundae de morango e um cartão que dizia: "Dream with Vicky, darling". Ele sorriu sem saber porquê, afinal não se lembrava de conhecer ninguém com aquele nome.

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