Bella Pov
"- Onde eu estou? – eu acordei em uma cama totalmente desconhecido com uma baita dor de cabeça. Senti alguém acariciando meu cabelo, ainda um pouco zonza e com dor nos olhos, olhei para cima. Me deparando com grandes orbes verdes. – O que aconteceu Ed?
-Eu não sei, sai para te procurar e te encontrei aqui.
- O que você pensa que está fazendo, hein? Larga ela agora! – Kale meio que gritou enquanto entrava no quarto.
-Tá maluco? — Edward levantou, fazendo Kale olhar para cima.
- Você já contou pra ela o que você fez? – nessa hora, eu já estava de pé.
-Como assim o que eu fiz? Eu não fiz nada. — Edward disse irritado;
-Não, imagina! — o sarcasmo pingava em sua voz. — Só colocou um 'boa noite Cinderela no copo dela'.
-Um o que? Tá maluco?- Edward já estava com raiva e eu também.
-Que historia é essa Edward?
-Bella, isso é mentira! Em quem você vai acreditar? Nesse meio metro ou em mim. – ele me encarou com raiva e surpreso.
-Bells ele está mentindo, eu vi quando ele pediu para aqueles amigos deles fazerem isso com você. – eu olhei para Kale. Ele estava sério, mas alguma coisa dizia que ele estava sorrindo por dentro.
-Bella, é mentira.
-Como você pôde Edward? Eu confiava em você e você me faz uma coisa dessas.
-Isso ai Bella, acredita nele e desconfia de mim. Você está mesmo se mostrando inteligente. – ele saiu do quarto batendo a porta.
-Edward! – eu gritei.
-Deixa ele pra lá Bells. Agora vamos ficar juntos, agora que ele não está mais aqui para atrapalhar. – só deu tempo de eu olhar para ele e sentir o beijo e ouvir a porta abrindo e por ela passar um Edward incrédulo e com raiva. Eu empurrei Kale e dar um tapa em sua cara.
- Tá maluco? – eu saí correndo. – Edward... Ed... – Eu não esperava jamais ver isto. Como ele pôde? – Edward! – Eu gritei, mais ele nem se mexeu, estava ocupado de mais enfiando a língua na boca daquela garota. De repente a sala e todos dentro dela apontavam para mim e riam, enquanto tudo a minha volta girava. Parecia que eu tinha entrado em um lugar psicodélico e não conseguia sair. A única coisa que eu ouvia ao fundo era a voz da minha mãe ficando cada vez mais alta e alta. "
Pesadelos. Sempre o mesmo pesadelo com o mesmo final. Às vezes eu tinha vontade de voltar no tempo, mais infelizmente, era impossível. Vou ter que conviver com isso e com o fato de que minha mãe quer me fazer (ler-se obrigar.) a ir ao acampamento.
Mas, sabe aquela vontade de sair correndo que sempre surge quando você sente que algo ruim ou muito ruim está para acontecer? Bom, eu sentir isso antes de sair da cama de manha, e sabe o que é pior? Eu não saí correndo.
-Eu odeio acampamentos... – dizia para minha mãe, mais como sempre, ela não me ouvia.
-Você tem que ir Bella querida, eu e seu pai vamos ter uma terceira lua-de-mel — ela me respondeu calma. –E eu duvido muito que você vá querer presenciar o que vamos fazer lá.
-Mãe eu JAMAIS gostaria de ver o que vocês farão lá! Argh é nojento! E também eu não iria ficar perto de vocês né? Então eu lhe peço, por favor, não me deixe nesse acampamento. – eu usei a melhor cara de coelhinho machucado.
-Nem tente Bells, essa sua carinha não me convence mais, meu bem. – ela sorriu e me puxou pelo braço levemente. – Agora saia desse carro.
-Mãe você é muita má. Vai ter volta sabia? – eu levantei do carro, puxando minha mochila do banco de trás. – Me aguarde.
-Vou esperar pacientemente, querida. – ela disse rindo da minha cara. – Parece que Alice e Rosalie já chegaram. Agora você não vai ficar sozinha, viu? – ela tirou minha bolsa do porta-malas. – Tchau filha, te amo muito. – ela me abraçou.
-Também te amo mãe. Só acho um absurdo você mesmo dizendo que me ama estar me expulsando de casa. Sabe, ainda dá tempo de não me deixar ir. – disse com uma pontinha de esperança na minha voz. Torcendo para que ela cedesse.
-Tchau Bella. – ela saiu me empurrando. – E dê um beijo na Alice por mim. – ela entrou no carro e saiu cantando pneu.
-Até parece que vai mesmo sentir minha falta. – resmunguei quando ela virou a esquina e eu quase chorei. – E lá se vai minha única chance de salvação. Eu realmente preciso de um carro. – eu peguei minha mala do chão e a coloquei perto do ônibus. – Senhor, por favor, me mate agora mesmo com um raio.
-Oi Bella. – Alice e Rosalie logo vieram me abraçar. Eu sempre me surpreendia de como Alice conseguia ser tão pequena, mas ser bem mais forte que eu. A natureza realmente foi desproporcional no caso dela.
-Oi Alice, Rose, como vocês estão? Estava com muitas saudades.
-Também estava amiga. Eu estou muito bem, mais e você? – A fada hiperativa, disse, pulando. – Vocês não estão animadas para irem a esse acampamento?
-Não! – eu e Rose respondemos.
-Sem querer ofender, Alice, mas esse acampamento já deixou de ser tão divertido. – Rose disse, nos puxando pelo braço e nos levando para dentro do ônibus.
-Vocês são más, comigo. O que eu fiz para vocês? – Ela se sentou no fundo do ônibus.
-Quer que eu responda? – eu sorri, me sentando do seu lado.
-Ah, quero sim, quero ouvir o seu argumento.
-Bom, uma única grande coisa. Dizer para os nossos pais "Nós amamos esse lugar, ele é muito legal!" – eu falei tentando imitar sua voz totalmente fina.
-Não tem graça. – ela fez bico.
-Alice, não banque a criança, por favor. Já te aturo assim em casa, não me faça te aturar em outros lugares também.
-Ah, cala a boca. Rose mande esse brutamonte calar a boca antes que mesma faça isso. – Alice se levantou já vermelha de raiva.
-Alice, nem vem, Emmett só está fazendo isso por que você cai rapidinho nas piadinhas dele. – Todos nós rimos da cara dela.
-Me esqueçam! Não falem nunca mais comigo. – ela virou para a janela, com um bico gigantesco.
-E ai quando vai ser o casório de vocês? – eu olhei para o casal 20.
-Que casamento o que, Bella? Nós não vamos nos casar não, pelo menos não agora.
-Ah, vamos sim ursinha. – Emmett a abraçou. Eu ri dos dois, mas minha alegria durou pouco, até eu ver alguns fios de cabelo dourados passando do lado de fora do ônibus.
-Isso só pode ser brincadeira, né? – eu levantei da poltrona.
-Que foi Bella? – Rose levantou junto comigo. – O que aconteceu?
-Vocês duas fizeram isso de propósito não foi? — perguntei acusatória.
-O que? – Rose olhou para mim preocupada.
-Vocês me fizeram vir para quê, hein? Estão tentando uma reconciliação forçada, é? Nem tentem vocês não iram conseguir. – Eu levantei, mas Emmett segurou meu braço.
-Bella, me escuta não foram elas que disseram para o ele vir. Fui eu.
-Você? Por quê? – Eu esperaria isso de qualquer pessoa, menos dele.
-Por quê? Porque eu não agüentava mais ver meu irmão sofrendo.
-Por favor. – disse debochada, enquanto me sentava.
-É sério. – Ele se levantou e me puxou para o banco do lado.
-Quem você acha que mais sofreu, Em? Eu ou ele?
-Eu sei que vocês dois sofreram muito, Bells, eu ouvi os dois lados da história e lhe peço que escute o dele.
-Por quê? De que vai adiantar? – eu senti meus olhos já se encherem de lágrimas
-Bella, por favor, não se faça de vítima sozinha por que ele também foi vítima nisso tudo. Não foi somente você que se sentiu mal e ficou um bom tempo triste. Eu vi como vocês dois estavam. Não estou dizendo para você perdoá-lo, sorrir e dizer que tudo vai ser como antes, por que nós sabemos que não vai. Só lhe peço, escute o que ele lhe tem a dizer. – ele sorriu levemente. — Ele foi era um idiota naquela época, mais lhe digo, esse tempo longe de você o fez amadurecer o suficiente para tentar pedir desculpa a você. – Ele se levantou. – Mesmo ele não sendo culpado pelo o que aconteceu!
-Está bem, Em. Eu vou ouvir o que ele tem a me dizer. Só não lhe prometo voltar a confiar nele.
Ele sorriu. – Tudo que peço é que você o escute somente. – ele se sentou ao lado de Rose, que nos olhava curiosa.
Depois de um bom tempo digerindo tudo que Em tinha me dito, eu voltei para o meu lugar, ao lado da Alice, e ela parecia estar em um sono tão bom que nem percebeu o que havia acontecido. Puxei minhas pernas para cima da poltrona e apoiei meu rosto em meu joelho. Deixei minha mente voar um pouco, ate que eu o vi, só que dessa vez pude olhar em seu rosto. Não importava quando tempo havia se passado desde o que aconteceu entre agente, meu coração ainda pulava dentro do meu peito só por tê-lo visto. E ele teve a mesma reação que tinha há dois anos, o seu rosto ficou levemente ruborizando, me fazendo rir.
-Eu tenho que falar com ele, mesmo não sabendo como vou reagir. – eu sussurrei para mim mesma, enquanto me preparava para me levantar. Ele se sentou três poltronas na minha frente. Eu me levantei e fui até ele, com medo de desmaiar de ansiedade. Mesmo sabendo que não deveria ficar desse jeito, era uma sensação involuntária que acontecia ao meu corpo quando o assunto era Edward Cullen. – Ed... Posso falar com você? – Falei tão baixo que duvidava que tivesse escutado.
Ele virou assustado. – Bel... Pode. É. Senta aqui. – ele mudou para a poltrona da janela. Ele parecia estar mais nervoso do que eu com toda essa situação. Eu não sabia como agir e ele também não. O medo de tocar em um assunto tão bobo, mas, ao mesmo tempo, ruim me paralisou de medo. –Ahm... Oi Bella. – ele sorriu sem graça e respirou fundo. Acho que essa conversa vai durar uma viagem inteira.
Edward Pov
Primeiro lugar, eu não queria vir neste acampamento. Ir só me traria lembranças de momentos felizes que, infelizmente, não voltariam mais. Mas depois de muita persuasão de Emmett e de Jasper, eu resolvi ir. Pensando bem, eles só falaram a frase "a Bella vai estar lá". Que eu decidi. Mais agora, estar tão perto dela fazia a alegria e a tristeza revezarem no meu coração. Alegria por estar perto dela e triste por ter certeza que ela ainda me odeia. Não estou me fazendo de pobre coitado, longe disso, só que por culpa de um filho da mãe, eu pedir a melhor coisa que podia ter acontecido na minha vida.
-Edward eu...
-Me deixa falar primeiro, Bells. – eu a cortei. – Sei o que você acha de mim e sei também o que acha que eu fiz, mas eu quero dizer que...
-Edward, foi sobre isso que eu vim falar com você. Embora você fosse considerado muita coisa há dois anos, eu lhe conhecia muito bem e não deveria ter pensado aquilo de você. Eu sei que foi errado confiar no Kale, mais também me chateou muito você querer descontar sua raiva saindo com outra garota.
-Sei o que fiz, e eu sinto vergonha de ter feito isto há você. Mas eu ter visto o Kale te beijando, me deixou com muita raiva. – eu olhei pra ela.
-Se você tivesse esperando a minha raiva passar me deixar ver tudo por outro ângulo e perceber sozinha que você não tinha culpa. Nenhum dos dois sofreria. – eu percebi que seus olhos estavam brilhando por causa das lagrimas que ela não queria deixar cair.
– Sei que você me odeia por isto, não tiro sua razão. Não deveria ter agido pela raiva. Mas tantas coisas aconteceram em uma noite só que eu não pensava no que estava fazendo. Mas, você sabia que eu te amava e jamais colocaria drogas na sua bebida Bella. Você mesma disse que me conhecia, e depois desconfiou de mim.
-Você sabe que eu conhecia o Kale antes de te conhecer. Ele era meu único amigo antes de ter conhecido Alice. Eu confiava muito nele, ele era um grande amigo. Mais depois do que ele fez isso comigo e com você em menos de um dia, eu passei a odiá-lo mais do que a mim mesma por ter desconfiado de você. – ela suspirou e as lagrimas caíram. Eu passei minha mão levemente em seu rosto, secando suas lagrimas.
-Bella, eu ainda te amo. Você sabe disso não sabe? – eu aproximei meu rosto do dela, mas ela segurou meu rosto e me afastou, abaixando a cabeça.
-Edward... Não force a barra, por favor. – ela olhou pra mim. – Não vamos tentar começar de onde paramos. Deixa as coisas fluírem e se for para acontecer, vai acontecer. Mas, por ora, vamos continuar amigos. – ela sorriu levemente e me deu um beijo no rosto. – Somente amigos.
-Amigos? Acho que posso conviver com isso. – eu sorri e sentir ela dá um soco leve no meu braço.
Bella Pov
Eu posso ter passado um bom tempo odiando o Edward, mas passar somente alguns minutos do lado dele, já fez tudo o que eu sentia voltar com uma força mais forte. Era um fato. Não adiantava nada eu pedir para sermos 'somente amigos' eu quero ser muito mais do que isto.
-Bella? – Alice me gritou do fundo do ônibus.
Eu levantei, me sentando na poltrona e me virando para traz. –Fala anã de jardim.
-Senta aqui comigo, quero falar com você.
-To indo. – eu levantei, tentando me equilibrar no ônibus, quando um puxão me faz cair em um dos bancos.
-Você precisa me ajudar? – Jasper disse quase desesperado.
-Calma. O que aconteceu? – eu já comecei a me preocupar.
-Aconteceu que eu estou apaixonado pela sua amiga e ela nem sabe que eu existo. – quase dei um tapão nele. Pensei que fosse algo do tipo 'Bells, engravidei a Alice' ou coisa parecida.
-É claro que ela sabe que você existe, seu esquisito. – eu ri.
-Como você pode ter tanta certeza? – ele questionou.
-Hello! Melhor amiga aqui sabia? – eu apontei para eu mesma. – Jazz você tem deixar esse seu lado, 'Mundo, eu sou tímido', por que você não é tímido. Eu te conheço bem o suficiente para saber disso. Você tem que tentar chegar para ela e jogar tudo em cima dela e deixá-la processando as coisas. Ai, depois é só ver o que acontece.
-E o que vai acontecer?
-Eu não sei. Não vejo o futuro. – eu sorri e dei um beijo no seu rosto. – Calma Jazz. E bem, eu não deveria estar falando isso, mas a Alice também gosta de você. – eu levantei, deixando um Jasper branco como a morte.
-O que aconteceu com o Jazz? – Emmett segurou meu braço enquanto eu passei e sussurrou.
-Ele descobriu que a Alice gosta dele. – Eu e ele rimos da cara do Jasper.
-Por que você demorou tanto, hein? – Alice já me bombardeou sem nem esperar eu me sentar.
-Ai, depende.
-Depende de que? – ela fez aquela cara de 'desenha, que eu não estendi. '
-Do que você esta querendo saber.
-Bom. Primeiro quero saber como foi com o Edward, mas, vou logo avisando. Não tive nada a ver com isso.
-É eu sei, foi tudo idéia do Emmett e do Jazz.
-E qual foi o veredicto?
-Não foi culpa dele. Mais também, ele beijou aquela garota lá. O que me deixou com mais raiva.
-Ou seja, a culpa foi dos dois.
-É mais ou menos.
-Mais alguém tem culpa na separação de vocês?
-Eu nunca te contei né? Bom o Kale tem um dedo. Bem, um dedo não, o braço inteiro nessa historia.
-Isso é sério?
-Mais sério do que você pensa. – eu suspirei me preparando para contar a historia mais trágica do mundo – do meu mundo quero dizer, né
