Guardians of the Sun and Moon
Guardians of the Sun and Moon
Capitolo 14 min di lettura

Prólogo

Há muito, muito tempo atrás, nos primórdios da criação do mundo, havia dois espíritos que ficaram responsáveis por vigiar e se responsabilizar com o mundo, capazes de dar luz, trazer as estações, sonhos e vida para o futuro de cada ser existente na terra. Sol e Lua, uma era o calor e outro era o frio, seus lados totalmente opostos eram o equilíbrio perfeito para que o mundo não sucumbisse em só trevas e escuridão. Responsáveis de trazer a paz, ambos os lados trouxeram guardiões para os ajudarem nestas responsabilidades, existiam-se então, os Guardiões da Lua, como muitos já conhecem, e os Guardiões do Sol, que até então sempre foram um segredo e eram mantidos em sigilo.

A Dama do Sol e o Homem na Lua apesar de terem os mesmos deveres, não se mantinham contato diretamente e nem entre todos os seus próprios guardiões, por um bem maior, nem se encontravam. Mas…. Algo teve que mudar isso…. para o bem maior da humanidade, tiveram que juntar suas forças.

Infelizmente, as trevas nunca se contentam de fazer só o seu trabalho, não… elas querem muito mais…. e com essa sede por vingança e poder que deu o decorrer desta história.

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Em uma floresta escura, longe de tudo e de todos, onde se existiam árvores altas e cheias de folhagem, não dando passagem para nenhuma luz em que a lua cheia emitia aquela noite. No meio dessa escuridão se via um ser magro, com pele pálida e puxada pro cinza, olhos dourados e cabelos negros assim como sua roupa, ele estava em cima de uma cavalo, mas não um qualquer, este cavalo era feito de areia negra e olhos dourados, tinha uma aspecto e silhueta esquelética. O homem entrava mais para fundo ainda da floresta, ecoando o som dos cascos de seu animal junto do vento em que a noite fria trazia.

O mesmo parou o cavalo assim que se notou uma silhueta encapuzada no fundo da floresta, a mesma tinha uma lamparina que emitia uma luz verde. Ele desceu de sua montaria e ficou frente a frente com a figura.

— Ora ora...- começou a falar a figura encapuzada, que demonstrava ser uma voz feminina de uma mulher em seus 30 a 40 anos – Achei que não viria mais, já estava ficando VELHA de tanto esperar – a mulher tirou o capuz, mostrando sua face sínica com a luz verde de sua lamparina a iluminando. Ela tinha lábios e pele bem maquiados, possuindo olhos da cor cinzenta e cabelos com cachos cheios de volume da cor negra.

— Me poupe de suas piadas, Gothel. É graças a mim que ainda manteve sua juventude, então não me faça perder a paciência com você — disse o homem para a mulher a sua frente.

— Olha só…. Cuidado com o jeito que você fala comigo, você ainda precisa de mim, não é mesmo, Bichinho Papão?- Gothel vai para o lado dele e belisca a bochecha magra para irritar-lo do mesmo jeito

— Arrg...É Breu, sua bruxa, me respeite – disse o homem rangendo os dentes para ela e num tom sombrio em sua voz. Ela congela, mas depois revira os olhos e recua para trás.

Gothel cruza os braços e dobra os quadris para o lado, pensando que se não fosse precisar dele também, não estaria alí. Sorte dela que obteve respeito pelo Breu por ter habilidades necessárias para ter o que ele quer, ela também precisaria dele para ter o que quer.

— Bom, vamos logo com isso… — A mulher diz colocando o capuz e pegando sua lamparina, logo seguiu o caminho para frente para que o mesmo a acompanhasse – Por aqui…

Breu tocou em seu cavalo de areia e desfez ele, para seguir andando atrás de sua comparsa. Mas antes notou que bem no meio de algumas árvores se pairava a imagem e luz da lua, logo sorriu maliciosamente para o seu velho amigo ou seu Nêmesis.

— Você me pegou… não me leve a mal, negócios a parte, mas acho que seus guardiões vão precisar de ajuda, eu já consegui a minha — disse essa última parte se virando de costas e caminhando para dentro da escuridão – um conselho, de amigo pra amigo – pausadamente concluiu sua fala, enquanto seu corpo sumia no meio da imensa floresta.

A lua brilha forte e intensamente aquela noite uma última vez depois da presença maligna se dirigir a palavra, e a brisa da noite se estende-se para um frio e agitado de inverno. E mais uma vez o Homem na Lua terá que se comunicar com os seus guardiões.

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