O coração batia
A chama queimava
As borboletas voavam...
As lágrimas não cessavam
Coração partido
Sonhos destruidos...
Nada e tudo se envolviam
E se tornavam num novo sentimento
O que uns chamam de magia...
Outros de inferno
Mas o designado por amor
Para sempre eterno...
Tudo vai e vem...
Como uma estrela cadente
Nasce, ilumina, cai e destroi-se em mil bocadinhos
Assim era seu coração...
Os cacos não mais podiam ser juntados
O calor do momento estava perdido
Nada mais tinha vida
Tudo se estava destroido.
A loucura era paixão
E sofrimento era amor
Nada que podesse ser dito mudaria o passado
Passado esse que jamais podia ser apagado.
Estava escrito, enterrado e lembrado no coração daquela pobre pessoa.
Seus dias estavam chegando ao fim...
Coração pobre, sem vida e praticamente destruido.
Como poderia um coração ser mutilado de tantas maneiras, e ainda assim, esperarem que ele continue a bater?
Pois, é. Não pode!
Nada iria mudar.
O tempo passou
E o vento abraçou o sol, numa comunhão quase perfeita.
A chuva passou, e só as memorias ficaram.
Nada voltaria a ser o mesmo.
E assim, com o coração partido e na cabeça a dor eterna,
Ela partiu.
Partiu para um mundo melhor.
Algo ainda não descoberto
A morte depois da vida.
Algo tão natural
Como a chuva ou o sol
Mas temido por todos.
O seu ultimo suspiro, seu ultimo sorriso e sua ultima palavra
Foram guardadas.
Mas por vezes as memorias escapam,
Como passarinhos que desejam a liberdade
E assim, ela foi esquecida, por quem mais amava.
Por quem morreu,
A quem ofereceu sua alma em troco de nada!
