A Joana era uma miúda muito tímida, mas no Natal tudo mudava. Olhava-se só para ela, para ver como é que calçava as meias coloridas até aos joelhos magros. Estas meias tinham sido a avó que lhe deixara no quarto, no dia anterior, dobradas no fim da cama fofa atenciosamente. Ela tinha estado a fingir que estava a dormir.
Mas a avó sabia. E por isso deixou-lhe as meias menos preferidas da neta: umas vermelhas e brancas com um Pai Natal de óculos de sol com corações cor-de-rosa. Horroroso! Bem, isso era o que a avó pensava. Ela amava aquelas meias!
Mas o pior de tudo é que a avó sabia.
O pior...? O MELHOR!
Era hoje o dia de circular no comboio que saía da terrinha dela, Montes Verdinhos e Amarelos, e que viajava magicamente todos os anos. Ela tinha estado a noite toda a pensar no poema para poder entrar no comboio mágico e perguntava-se o que existiria este ano de diferente e bonito na viagem de Natal de 31 dias.
Todos os anos a viagem custava sempre mais, porque um dia seria a última.
Mas ela tinha uma ideia.
E só precisava de falar com o Anjo da Guarda que maquinava o comboio.
PODE SOFRER ALTERAÇÕES DE CRESCIMENTO CONFORME INSPIRAÇÃO
A IMAGEM É MERAMENTE ILUSTRATIVA
TODO O TEXTO É ESCRITO POR MIM

