Era uma noite fria de novembro. Acordei de repente, por causa de um daqueles sonhos estranhos que tenho estado tendo algumas semanas atrás. Além desses sonhos também tenho estado ouvindo vozes, sons estranhos, como se alguém estivesse ali, me olhando, esperando o momento perfeito para atacar. Não sei porquê, mas as minhas noites não são as mesmas, são longas e em vez de sonhar em paz, acordo a cada minuto. Sonhar com tristeza, morte, ódio, inveja... tudo tem se tornado tão normal ... De repente tudo é tão escuro, eu fico pensando que significam esses pesadelos, se eles têm algum significado lógico. Todo mundo diz que eu tenho me tornado numa pessoã fria, que você podia ver a felicidade radiante do dia e agora só se vê vontade de gritar, de fugir, de morrer ...

Meu nome é Amy Diermissen. Eu tenho 20 anos e estou à procura de aventura ou ao menos isso fazia. Eu sou alemã, mas os meus pais e eu mudávamos de lugar desde que eu tenho memória. Eu nunca estive num lugar estático até agora. Meu pai, um homem de negócios, nos fazia a minha mãe e a mim viajar por toda a Europa. Minha mãe morreu quando eu tinha onze anos. Desde então, a única pessoã em que posso confiar é em mim mesma.

É, eu não tenho amigos, eu sempre tive medo de fazer amizade com alguém, porque eu sabia que logo eu teria que me despedir, talvez para sempre.

O trabalho de meu pai nunca foi bom nem pra mim nem pra a minha mãe. A cada dois ou três mêses nós estávamos tomando um avião. Grã-Bretanha, França, Bélgica, Itália, Albânia ... como isso ia ser bom para uma menina de 8 anos?

Eu tinha quinze anos quando eu finalmente tomei a coragem e a força pra dizer ao meu ocupado pai que não queria continuar com issa classe de vida, que me deixara ir para onde eu queria ou eu me mataria. Ele não me deu muita importância, voltou para o telefone e continuou falando. Eu só virei e foi embora da casa chorando.

Eu me senti tão mal, nunca nem minha querida mãe, nem eu tivemos um momento de atenção, se o meu pai dizia que algo fosse feito imediatamente o obedeciam, mas eu e minha mão sempre ouviamos a mesma coisa que ‘Me pode dar um momento?, seu pai/esposo me pediu algo’

Ao sair da casa correndo e sem prestar atenção a nada... "Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeep” quando eu voltei a ver tudo o que eu vei era uma luz branca e senti um forte golpe ...