Era uma quinta-feira e o domingo ainda estava longe. Eu não parava de pensar no final de semana, ou melhor, aonde eu iria no fim de semana. Depois de suplicar muito e muito, meus pais finalmente me deixaram ir à Franklin,não aguentava mais a saudade que sentia de Jerm.
Meus pais também passariam a semana fora, iriam visitar a vovó, na Flórida. Passar oito horas dentro de um carro, para ouvir a vovó reclamando, não estava dentro dos meus planos, apesar dela ser a melhor cozinheira do mundo.
Os dias, que mais pareciam anos e séculos, finalmente passaram e o tão esperado domingo havia chegado (hehe!). Como eu estava ansiosa, arrumei tudo na quinta, e como minha mãe demora em arrumar as coisas, tive que ir até a rodoviária a pé.
Filha, muito cuidado em Franklin!
Calma mãe, eu vou para Franklin e não para o Canadá. (rsrs)
Sua mãe esta certa filha! Mas eu não vou pegar no seu pé, você pode ir.
Ouvindo aquilo, apenas abracei-os. Peguei minha mala, única por sinal, e caminhei em direção até a rodoviária. Meu ônibus sairia em 15 minutos, e adivinha só? Estava atrasada (novidade).
Eu já estava dentro do ônibus, agora era só relaxar, pôr meus fones e esperar as incontáveis horas passarem. As músicas da Jimmy Eat World embalavam meu sono. Quando finalmente ouvi o motorista dizer "Próxima parada, Franklin", eu despertei no mesmo instante. 15 minutos, e já estávamos na cidade.
Assim que desci do ônibus, a figura de um impala 67 negro chamou-me a atenção (eu sabia disso tudo porque eu e meu pai sempre fomos apaixonados por carros antigos), ele estava bem conservado, suas portas estavam entreabertas como se estivesse me esperando (eu podia sentir). Cheguei um pouco mais perto e som da banda AC/DC exalava do carro, eu não sei por que continuava me aproximando. Quando cheguei a 1 metro de distância, mais ou menos, uma figura loira saiu do seu interior (e agora? Ele está vindo em minha direção, o que vou fazer?).
Estava tão amedrontada, porque já eram 6:00 PM e o lugar estava vazio que em nenhum momento achei que poderia ser o meu amigo Jerm. Mas como eu queria que fosse meu amigo.
A figura loira ainda continuava a se aproximar, e eu quase saí correndo quando ouvi "Hayley!". Quem será que tinha chamado meu nome? Seria o Jeremy? (siiiiim!!!). Ele estava no interior do carro.
Jerm saiu do veículo e correu ao meu encontro.
HAYLES! Minha baixinha, não aguentava mais de saudades. -Disse Jeremy.
Eu também não aguentava mais, seu loiro chato. -Disse ainda um pouco nervosa
Ah, onde estão meus modos! Hayley este aqui é o Sam. Disse ele, apresentando o até então, misterioso loiro
Prazer Hayley. Meu nome é Sam Winchester.
