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A MONTH OF HOPE

Gapzuk

A MONTH OF HOPE
Capitolo 13 min di lettura

Capítulo 1 - Uma triste notícia

Foi em uma manhã fria de outono que recebi a notícia. Minha mãe, uma senhora de quase 55 anos, chorava compulsivamente do lado de fora do quarto de hospital onde eu estava. O choro era alto, porem não o bastante para me impedir de ouvir sobre o que estavam falando.

“Seu filho não tem mais de que um mês de vida minha senhora... fizemos tudo o que podíamos para salva-lo, mas isso foi inevitável” — disse o médico responsável pelo meu tratamento.

Essas palavras... Devo admitir, me destroçaram...

Desde pequeno sempre tive a saúde debilitada, estava direto no hospital, e não importa o tratamento que eu passava, os sintomas apenas pioravam conforme o tempo passava. Sofro de uma doença rara no pulmão, a qual afeta alguns dos meus órgãos internos, como meu coração. Quando tinha 11 anos ouvi um boato no hospital sobre uma menina semelhante, mas que por sua família ser rica, já estava com a operação marcada. Talvez, pelo fato de ter passado a maior parte de sua vida no hospital, sob supervisão médica e sem a companhia dos pais, ela se tornara bastante “fria”.

Não importava a circunstância, ela nunca sorria fora que, para piorar, logo após sua cirurgia ela sofreu uma paralisia nas pernas, perdendo assim a capacidade de andar. Isso já faz três anos... Desde então ela ficou conhecida no hospital como a “Garota de Cristal”.

Não sei bem porque, mas a imagem dela surgiu na minha mente quando ouvi o médico falar que eu só tinha mais um mês de vida. Talvez pelo choque... Ou quem sabe pela surpresa da notícia, não fui capaz de chorar, o que deixou a minha mãe ainda mais preocupada.

“Mãe, eu sei que é difícil para você toda essa situação, mas...”.

“Mas...? – perguntou minha mãe com sua voz trêmula e apreensiva.

“Não quero desperdiçar nem um minuto desse próximo mês, por isso, quero sua autorização para deixar o leito e poder circular livremente pelos entorno do hospital”.

Minha mãe arregalou os olhos ao me ouvir dizer isso, e eles logo se encheram de lagrimas. Apesar de grave, minha doença não era contagiosa, nem tão pouco, me impedia de sair da cama. O maior problema seriam as crises, mas desde que eu não estivesse sozinho tudo ficaria bem.

Essa discussão se prolongou por dois dias inteiros até que, enfim, foi me dada à permissão pelo médico responsável.

Já faz uma semana desde que tudo isso aconteceu, durante esse tempo já percorri praticamente o hospital inteiro, sendo que a maioria dos pacientes e funcionários já me conhecem, ou pelo menos é o que eu gostaria de acreditar. Hoje, exatamente às 14h05 me deparei com um lugar o qual nunca havia reparado...

Na parte oeste do prédio, mais para o norte, há um corredor muito estreito; escondido de tal forma pela grama alta e pelo musgo, que chega a ser imperceptível à primeira vista. Seguindo reto por ele, você encontra uma pequena porta coberta de folhas secas e sujeira e logo ao atravessá-la você se depara com algo impressionante.

“Um Jardim de Rosas Brancas!”