— Eu estava lá, mãe — eu murmurei — Mas como a senhora não apareceu, eu resolvi ir ! — eu mostrava sinceridade em meus olhos e minha mãe estava prestes a me surrar .
— Quem disse que você poderia ir, seu infeliz ? — minha mãe estava cada vez mais nervosa comigo. — Você é um irresponsável! Nunca mais vá se encontrar com aquela ... aquela ...
Minha mãe estava brava comigo, mas eu não adimitiria que ela se metesse na minha vida ! Ai, foi nesse momento, que eu estourei.
— CALE A BOCA AGORA! Eu amo ela e qual é o problema ? O que a Sra. tem contra ? Quer que eu conte para o papai o que você fez com o tio Ben a 2 anos atrás ? QUER ? — eu peguei o porta-retrato e o joguei contra a parede. Minha mãe ficou com medo.
— Juma Marruá de Nossa Senhora, PARE COM ISSO MOLEQUE! Você é só uma criança que não sabe da vida, que só quer curtir com menininhas que na verdade são umas piranhas, me dá nojo de te ver meu filho. Nunca imaginei que você fosse me decepicionar tanto assim! PORQUE FAZ ISSO COM SUA MÃE ?
— Piranha o NARIZ! Não vou parar com isso não! Se a Sra. me proibir de ver ela, considere-se MORTA PELO PAPAI!
— Ah, to nem aí, você não teria coragem! — minha mãe disse desdenhando de mim, duvidando de minha capacidade. — NÃO TENHO ? NÃO TENHO ? Será mesmo mãe ? — eu a ameacei.
— ESTÁ PROIBIDO O SEU ENCONTRO COM AQUELA PIRANHA ! E não vai sair de casa até terminar seu castigo! Saiu da escola, vai vir direto pra casa, e eu vou mandar um homem te vigiar. — mamãe decretou seu próprio destino.
Eu me rebaixei, não poderia fazer nada naquele momento. Mas de madrugada, liguei para o meu pai, e marquei um encontro. Mamãe não perdia por esperar. Se ela acha que vai me impedir de me encontrar com Joyce, está MUITO, REDONDAMENTE enganada.
