Dereliquit

Estou correndo. Minha respiração está desregular e meu coração bate muito rápido. Meus pés batem com força no chão, fazendo as folhas e galhos se quebrarem e um delicioso som se projetar abaixo de mim, mas eu não devia estar fazendo barulho, não podia. As árvores parecem se projetar na minha frente, e eu desvio delas com muita dificuldade, as vezes deixando pedaços de roupas presos entre os galhos. Olho para trás. As lanternas estão longe, mas seu eu parar em menos de cinco minutos eles me terão em mãos. Mas não terão, por que eu só sairei daqui sem vida.
Droga, pai! Você disse que eles não descobririam se eu conseguisse. Eu consegui, mas mesmo assim eles nos acharam. Agora, você está morto. Morto. Eu vi sua vida se esvair, você estava nos meus braços. Não chorou, não agonizou. A luz branca iluminou seu rosto e eu vi você sorrir. Eu nunca duvidei de você, minha bruxinha., você disse. Eu era sua bruxinha. Era. Passado, agora a única coisa que eu posso fazer é correr, por que estou fraca demais. Nessa floresta. O que farei, pai?
annacrônica

Sinopse

Notas adicionais

Escrito por
annacrônica


Classificação 14+
Livro em andamento
Publicado em 15 de out. de 2014, 21:39
Atualizado em 15 de out. de 2014, 21:39
539 palavras

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