Algo de errado em Fabletown
3 ❝Episódio O3 – Carregada。
Notas iniciais
Eu coloco até fotinho, qual é, eu mereço um "bela foto" ou que pelo menos me respondam no final.
Essa vai ser minha fic principal assim que FWF acabar, então plox, falem pros visinhos, amigos e cachorro D:
Bem, ai está!
A pedidos mudei nome da fic, para ficar mais facil.

“Droga” – Reclamou Harriet, ao concluir que não estava com nenhum tipo de arma ou objeto afiado o suficiente para sair de lá. Aquele saco estava encantado por algo – ou alguém – forte o suficiente para mantê-la ali.
Ela não era forte nem em seu próprio conto, então necessitava de armas e coisas do gênero para se sobressair. Ela não era um lobo, sapo, porco ou qualquer um desses personagens de fábula para fugir.
Dee ou Dum arrastava o saco no chão, completamente despreocupado com a dor que chapeuzinho podia sentir. Ela não via nada além do vermelho e também mal conseguia respirar. Alice jamais chamaria ou pediria para os garotos fazerem algo assim, então porque ele veio até o outro lado da cidade atrás de uma Princesa?
Certamente algo relacionado a Brian Turtle e o lenhador, Oliver Woodsman. E essas coisas estranhas simplesmente explodiram de uns tempos pra cá. Certamente algum vilão estava relacionado a isso, mas quem?
– Se Alice queria tanto me ver, porque pediu pro balãozinho me buscar, ah? – Provoca ela.
O homem balança o saco e bate contra um poste, abrindo um ferimento na cabeça de Harriet.
– Fique quieta Harriet, vai ser melhor pra você – Era uma sugestão insegura vindo de uma voz esganiçada. Dee. Com certeza essa voz era de Dee.
Decidiu que não abriria a boca, já que provavelmente ela seria a próxima. Sua cabeça se regenera rapidamente, deixando o sangue que escorreu nesse tempo manchado na pele.
Subitamente Dee começa a correr muito rápido, e por chapeuzinho estar sendo arrastada, acaba raspando ainda mais a pele. Tentava se acocar na inútil tentativa de não se machucar, mas era difícil com Dee correndo tão rápido.
– SAI, SAI, SAI! – Sua voz era desesperada, como se algo corresse atrás dele. E aparentemente, de fato estava.
Harriet escuta um rosnado alto seguido de um uivado. Agora ela podia ouvir o som de patas pesadas em maratona, Dee tomba para frente, caindo por cima do saco que Harriet estava. Ela sente seu corpo ser esmagado, e de repente o peso todo sai, mas ainda havia algo bloqueando a sua saída.
– Droga Sammy! – Ela grita, com raiva – Está em cima da ponta!
Sam estava rosnando e quando para e escuta Chapeuzinho, Dee lhe empurra com toda força para longe, levanta e sai correndo. Com a passagem aberta, ela finalmente abandona o saco encantado e testemunha Sam, que acabara de se levantar do chão. Eles não tinham ido muito longe, analisa Harriet.
– Ora, você deixou ele escapar! – Xinga ela. Sam voa para cima dela, derrubando-a e colocando as patas entre o pescoço dela, rosnando bem perto da face. – Não venha dizer que foi culpa minha, você deveria saber!
Sam rosna mais alto, irritando Harriet que estava cansada e tinha se machucado bastante – Embora cicatrizassem, ela ainda sentia a dor.
– Agora saia de cima de mim, você tem bafo de lobo fumante.
O lobo sai cuidadosamente de cima dela, para não cravar as patas – mesmo que ele quisesse muito dar uma esmagada no crânio dela agora. Eles andam sorrateiramente até um beco, levando o saco junto. Sam não volta a ser humano.
– Não me diga que está sem Glamur? – Sam rosna com raiva.
Enquanto Harriet ria sarcasticamente do lobo castanho de olhos amarelados, algo faz som próximo a eles, a polícia. O beco em que estavam era escuro, contudo acidentalmente bem na frente do ocorrido, o que colocava eles em sério risco.
Não havia muito para ajudar em se esconder no lugar. Apenas uma lata de lixo e um container maior de lixo. No final tinha uma cerca de madeira proibindo que chegassem facilmente ao terreno baldio do outro lado.
Sam gani baixinho, e fica de costas para chapeuzinho. Ela entende o sinal e monta em suas costas, agarrando-se aos pelos – Sam emite outro som doloroso e Harriet diz “desculpe”.
O lobo pega distância e olha para trás por uns segundos, antes de saltar sobre o cercado e aterrissar em um terreno baldio, onde dois prédios davam-lhe as costas em meio a toda aquela grama. Chapeuzinho ainda está em cima dele enquanto ele caminha pelas sombras, olhando para fora do terreno pelas pontas, assegurando-se que não havia ninguém as duas da manhã na rua.
– Vamos ao empório, é a nossa única escolha. – Sugere a loura, recolocando o capuz.
Sammy não responde, apenas corre pela noite, espreitando pelos lugares mais escuros e menos frequentados. Cinco quarteirões depois eles chegam ao empório, uma casa de três andares simples e um tanto destruída. A escadinha de três degraus estava com a segunda afundada, algumas telhas da frente ameaçavam cair e a porta estava tão frágil que provavelmente uma porta de “correr” estaria mais segura.
Sam fica atrás de Harriet enquanto ela bate à porta lentamente, com medo de arrebenta-la. Quem atende é Muse Tinkerbell, com um robe verde e com os cabelos dourados presos em um coque.
– Problemas à esta hora? — Ela revira os olhos, abrindo a porta o suficiente para ver o lobo mau. – Ah, xerife – Ela amansa a voz. – Entrem.
A casa era inteiramente de madeira, e enquanto andavam o chão rangia. Logo de cara havia uma escada no canto da entrada, estreita o suficiente para passar apenas uma pessoa. Eles seguiram pelo pequeno corredor ao lado dela, atravessaram dois cômodos até chegar em uma sala fechada. Muse bate na porta, também com cuidado.
Uma voz lenta avoada responde: Entrem...
Assim que Muse abre a porta, uma fumaça densa avança contra os três. Ela era tão pesada que era difícil seguir Muse. Harriet já estava indo pelo lado errado quando sente o focinho gelado e molhado de Sam encostar em sua coxa, indicando a direção correta.
Eles finalmente chegam até Antony Caterpillar, sentado em uma poltrona reclinável fumando seu narguilé colorido.
– Problemas, xerife? – Provoca Sr. Caterpillar, com a sua usual voz arrastada.
As duas fábulas ficam lado a lado e Muse vai até o Sr. Caterpillar, posicionando-se atrás de sua poltrona.
– E aí Ann, como vai? – Diz Harriet, com intimidade – Ainda não parou de fumar? Isso faz mal para o seu corpo humano.
Harriet odiava o cheiro de qualquer coisa referente a cigarro ou fumaças no geral. Ann fuma mais despreocupadamente, liberando pela boca uma fumaça vermelha em forma de capa. Desta parte ela gostava.
– Harry, mesmo que este corpo seja humano, tenho você para cuidar de mim, não é? – Ele ri sem graça.
O que Ann fala, é sobre a função de chapeuzinho vermelho no mundo humano. O cargo que ela recebera era cuidar das flores da vida de cada fabula. Ela arrumava e entregava as flores, e era isso que havia feito para Turtle, iria entrega-la quando a mesma estraçalhou-se por si só quando ela bateu a porta. Turtle estava morto, e a lebre nem sabia.
– Bom, ainda podem vir caça-lo, acho que deveria dobrar a segurança aqui Ann, já que Turtle foi morto e ainda tem um maluco a solta.
Harry não precisava explicar nada para Sr. Caterpillar, ele de tudo sabia sobre o que acontecia em Fabletown, menos quem era o culpado, já que haviam forças maiores intervindo.
– Bem... o glamur certo? – Ann anuncia, chamando a atenção de Muse que estava parada atrás dele.
Ela retira um saco verde do nada – literalmente do nada, isso era uma habilidade de fabulas – e entrega a Harriet, que também retira um saco de moedas de ouro do nada. Tratavam-se de objetos que não podiam ser vistos por seres humanos, tais como as moedas de troca de fábulas e o glamur, que Harry joga em cima do lobo. Um pó dourado que deslizou como uma nevoa por Sam.
– Você está me devendo – Ela diz, feliz da vida por ter um tipo estratégia para domar o lobo.
Sammy começa a transformação: primeiro uma fumaça azul o envolve – aquele lobo de quase um metro e meio de altura – e depois era possível escutar os ossos trocando de lugar, se quebrando ou simplesmente mudando. A fumaça se dissipa, revelando um Sam nu.
Sr. Caterpillar ainda olhava para os dois, com nenhuma emoção no rosto, Muse olhou de cima a baixo para o lobo e apenas deu um sorriso sacana, na medida que Harriet teve um ataque do coração.
Ela se aventurava em pensar em homens nus as vezes, e havia visto um ou dois garotos sem roupa na vida, entretanto jamais imaginou como seria quando visse Sam nu. Ele cobre discretamente suas partes, e quando Harry volta a si, desfaz o laço de sua capa e entrega-a a Sammy, que envolve seu próprio corpo com ela.
– Muse, arranje algumas roupas para o rapaz. – Pede Ann, com seu corpo fraco, pequeno e velho no lugar.
Muse sai do quarto e deixa os três a sós. Harriet tenta voltar a seriedade.
– Preciso falar com Alice Ann, Dee não era ele mesmo. – Harry lembra-se de como ele estava obscuro quando o viu. Dee e Dum não eram as alegrias em pessoa, mas mesmo assim.
– Eu acreditaria que eles ficaram loucos – Ele diz – mas não Woodsman. Aquele homem ama você Harry.
Chapeuzinho corou. Sabia que o lenhador a estimava, mas jamais daria uma chance a ele. Por ventura, volta seu rosto para trás, com a finalidade de avaliar a expressão do lobo: O que ele achava disso? Sentia ciúmes?
Contudo, ele apenas unia o cenho, como se estivesse pensando em alguma coisa.
– Falarei com Alice amanhã, por hora precisamos descançar.
– Um quarto do terceiro andar está livre, e é destinado a essa finalidade. Fiquem a vontade.
Eles sobem as escadas – com a capa de chapeuzinho ainda o envolvendo – e vão até o terceiro andar, onde haviam duas camas de solteiro. Muse aparece dois segundos depois e entrega a roupa para Sam, depois disso ela deixa os dois a sós.
O quarto era simples. Havia uma janela encortinada, duas camas de solteiro, e uma mesinha que separava as duas com um abajur em cima.
Sam joga a capa em cima de chapeuzinho a cobrindo inteira – já que a capa era longa – e Harry começa a se sacudir freneticamente recordando-se que ele se cobriu com ela e ainda estava nu. Joga ela para longe rápido o suficiente para ver o lobo terminar de colocar sua calça jeans.
– ARG, SAM! – Ela reclama, horrorizada.
– Pare de reclamar sua virgenzinha, somos fábulas lembra? – Ele se volta para ela, exibindo seu peito desnudo definido. O glamur tirava a maioria dos pelos que um “lobisomem” teria, embora ele não fosse exatamente um lobisomem.
– Eu não mereço sofrer tanto – Ela ergue as mãos pro alto, como se reclamando para alguém. Gira os calcanhares e se atira na cama, que estava muito bem ajeitada mas com cheiro de fumo.
Ela dorme ali mesmo, com a sua capa atirada no chão, sem ao menos se cobrir. Se regenerar deixava as fábulas muito casadas, e aparamente ela havia aguentado o suficiente por um dia.
Sammy não coloca sua camisa, costumava dormir nu e ainda tinha que dormir de jeans por causa da “lady ai”, segundo ele. Ele dobra sua camisa e a deixa no pé da cama, e sobre protestos mentais vai até Harriet para cobri-la. Ele mesmo também estava muito cansado, não dormia bem a dias, sempre só ou acompanhado de uma estranha.
Cai na cama e dorme tão rápido quanto chapeuzinho.
Notas finais
Gostam da imagem ou nem? O nome ta bom?
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