Cavaleiro Da Lua Cheia
10 Capítulo 10
Notas iniciais
S-s-sombra. sua voz saiu como um fio, suas mãos tremelicavam e seu coração parecia zumbir ao invés de bater.
Apertava os nós dos dedos entrelaçados para tentar se acalmar; em vão. Ele estava próximo a ela e sua aura negra que se erguia do manto, os cercava, parecia que estavam sendo transportados para outro mundo e cada brecha do exterior foi coberta pela escuridão.
Hinata não via mais a silhueta de sombra nem um palmo a sua frente, ele já se mesclara com o pequeno ambiente criado. Já a morena, emanava uma pequena luz fraca que se realçava com sua pele pálida.
Aos poucos uma pequena parte da escuridão clareou, não tanto, mas o suficiente para ver um pouco da pele pálida de Sombra e seus olhos vermelhos; mais viscosos do que o sangue fresco; mais mergulhados em ódio, sadismo e uma fria crueldade que nenhum ser são poderia aguentar. Mas era visível sua calmaria.
Encarar esses olhos gelou a alma de Hinata.
Quieta, por favor. a voz soava com falso respeito. Eu tenho um humilde pedido.
O-o que te f-faz pensar que o atenderei? não conseguiu parecer confiante.
Kiba... ele foi direto.
Hinata se lembrou de que seu amigo virou um cão selvagem, mas ele escapou do casulo negro... Mas... Será que Sombra ainda tem algum poder sobre ele? Mesmo se não tivesse, não há garantias para tal, e se tiver, será melhor não pensar nas consequências.
A resposta era óbvia, já partindo para uma pergunta:
O que quer que eu faça? mais uma vez ela ia cometer um erro, talvez fosse sua sina, mas prefere isso a abandonar Kiba.
Boa menina. sua mão começou a aparecer, ela acariciava a curva entre o pescoço e o ombro de Hinata. Ela sentia como se estivesse sendo suja. O pensamento de repugnância fez seu frágil gênio derramar lagrimas, por mais que parecesse triste, eram lagrimas de raiva.
Eu quero que você desapareça.
D-desaparecer?! Mas... C-como assim? Isso é-
Ele a cortou.
Não se preocupe com detalhes, eu já ele da uma leve pausa — Como posso dizer? Ah! Já deixei o terreno preparado. Tudo o que tem que fazer é invadir os sonhos de uma pessoa e ficar lá até que eu a deixe sair. Se sair sem meu consentimento, Kiba morre, e você terá ainda mais culpa nas suas costas. Além disso, no fim vai ser muito vantajoso pra ambos os lados.
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Ino! Você quase me mata! Sakura arfava enquanto se prendia fortemente nas costas da seria.
Desculpe, não pensei que fosse tão frágil. Hihi. uma pequena brincadeira da parte da loira.
Não tem graça! Depois de me segurar em você, descemos muito rápido até o fundo, quase fico lá, e depois nem para pra eu poder respirar. Imagina se eu não tivesse força para te dar uma tapa e notar que estava mudando de cor?!
Certo. Desculpe, desculpe. Ino olha para o céu. Mas vamos ter que correr ainda mais rápido, o ritual já começou.
E o que está esperando Sakua se prende mais. Vamos!
Ino mergulha de novo e segue para a praia na maior velocidade que conseguiu nadar. Já Sakura tentava concentrar os poucos poderes a sua disposição para chamar o seu servo.
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Shikamaru suspirou pesadamente, ter que ir até o alto de um penhasco não é uma tarefa simples, ainda mais com tantas árvores o forçando a desviar toda hora. Mas era um mal necessário Sol estava lá.
Andou por uns minutos longínquos e finalmente viu grama fresca e nenhuma árvore. Mais um pouco... Só mais um pouco.
E lá estava o ser imponente que tinha o olhar perdido na noite. Sol sabia exatamente o que estava acontecendo, ou melhor, em parte, já que não previu a visita de Sombra à Hinata e nem de Shikamaru a ele. Mas nem por isso levaria um susto com o servo obscuro, apenas não deu importância e esperou que o mesmo falasse alguma coisa.
Eu, leal serviçal de mestre Sombra, tenho uma mensagem para você. Ex-luz e agora apenas Sol. falar polidamente era cansativo para o moreno. Meu mestre quer negociar com você. Quer que você encontre a verdadeira Lua Cheia e a traga para ele, em troca, a falsa lua não sofrerá e o erro dela e seu serão esquecidos.
Sol se virou lentamente. Tinha ouvido cada palavra, mas não as entendia de certo. Sombra lhe enviando uma mensagem e ainda um acordo; não significavam boa coisa. Tinha um truque! Afinal, como Hinata, a falsa lua, iria se ferir se está na cerimonia da Lua Branca e depois desta noite ela finalmente estaria completa. Isso era só um jeito de fazê-lo procurar a verdadeira.
Insulta-me esta mentira. A Lua Cheia, que você diz falsa, vai se tornar a verdadeira nesse momento. Além disso, é impossível achar a original, ela fugiu e esta muito bem escondida.
Devo discordar. Ela já falhou, pela segunda vez em se tornar verdadeira. A única diferença é que, ao invés de você ser o motivo disso, desta vez foi meu mestre.
O q...- Sol teve um leve pensamento de Sombra matando Hinata, e sua ira não se conteve. Agarrou o manto de Shikamaru, o encarou por milésimos e usou seu poder.
As mãos de Sol brilharam incondicionalmente, como se o sol estivesse ali, seus olhos ganharam o brilho de raios e seu rosto virou uma máscara irada. Shikamaru sentia todo seu corpo formigar e aos poucos queimar. Tentava se desvencilhar de Sol, mas era inútil. Sua sorte foi que o mesmo desistiu de queima-lo e apenas o arremessou declínio abaixo, se chocando com as árvores.
Cambaleando, o moreno voltou e antes de mais um ataque de Sol, usou sua sombra.
Um tentáculo fosco, negro e transparente se ergueu até a altura dos olhos de Sol. Foi tomando uma forma de um contorno circular e o espaço, que antes vazio apenas aparecendo um pouco de Shikamaru e de fundo a árvores , agora mostrava Hinata em meio a escuridão, dialogando temerosa com um rosto flutuante que sorria de forma sombria.
Eu vou. foi tudo o que conseguiu ouvir da visão. Ela ia o que? Por quê? O que ela pensa que está fazendo ao desperdiçar sua última chance?
A imagem se distorceu e o circulo voltou a ser um tentáculo.
O que significa isso? É uma ilusão, só pode. Ela não aceitaria algo daquele moribundo! novamente Sol agarrava o servo, mas agora Shikamaru não temia o poder de Sol e sim irradiava fúria por ouvir um insulto a seu mestre.
Calmamente ele respondeu:
Significa que ela desapareceu dos domínios dos regentes e do seu. Agora, tudo que acontecerá com ela, depende do que você vai fazer. Então, vai ou não encontrar a verdadeira.
Sol já soltara Shikamaru. Ele não via com clareza, não raciocinava com os súbitos acontecimentos, tudo o que pensava era em salvar Hinata, devia isso à ela, depois de ele mesmo feri-la e trai-la. E se, realmente encontrasse a verdadeira Lua Cheia, poderia libertar Hinata de Lua Branca, de Shion.
Eu, aceito. agora entendeu porque ouviu a voz de Hinata baixa, porque o desolamento que sente ao cooperar com quem não quer é sufocante, se não humilhante.
Shikamaru voltava a descer o penhasco, tudo de acordo com o seu plano.
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Sua cabeça doía fortemente, mas não tanto quanto seu corpo, que só não pareceria inerte por tremer com a dor.
Naruto nunca imaginou como é horrível cair do cavalo, ainda mais quando estava trotando e aí um bendito, pra não dizer o contrário, galho aparece na exata altura de sua cabeça. O resultado foi ser projetado pra trás e ficar desnorteado por minutos que pareciam horas.
O loiro tinha explorado quase toda a floresta, mas nem sinal da saída e agora teria que ir a pé. Sorte a dele era a noite estar bem iluminada, mesmo com as árvores atrapalhando um bocado, a luz conseguia transpassa-las.
A dor foi diminuindo, e a frescura também, se um de seus companheiros o visse se remoendo por isso o espancariam ainda mais. Soltou uma risada com o pensamento. E pôs-se a andar.
Em menos de dez passos ele notou uma mudança no ambiente: Ficava cada vez mais escuro; as árvores pareciam se retorcer e cobrir o céu; um frio cortante atravessava sua blusa de linho; sentiu uma presença atrás de si e se virou.
Nem quando encontrou um casulo negro e uma fera saiu dele, poderia ser tão estranho quanto a visão que tinha agora.
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Perfeito. foi a última coisa que saiu dos lábios de Sombra.
Agora Hinata sentia que a escuridão que a envolvia se desfazia lentamente e junto com ela, a presença de Sombra.
Olhou ao redor e viu que já não estava mais na praia e sim num vazio branco. Onde quer que fosse este era o lugar em que ela ficaria até as próximas ordens dele, esperaria que tudo desse certo.
Com ironia, encarou os fatos recentes. Novamente tinha cometido um erro, achava que era um mal de família.
Não é mesmo papai? sua voz saiu baixa, mas mesmo assim o eco se fez presente. Sentou-se e abraçou os joelhos, iria esperar algo acontecer.
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Em uma pequena cabana, nas províncias desérticas e próximas ao Saara, em Suna, um jovem de baixa estatura se arrumava com uma manta branca para cobrir os ombros e o rosto para enfrentar o final da tempestade de areia. Ele não podia perder mais tempo.
No momento em que saiu sua manta já estava bem suja, mas o vento já se acalmava, ficando apenas forte da cintura pra baixo. Um pequeno lagarto passou rente a seu pé e quase foi esmagado, ainda bem que não tinha pisado nele, se caísse seria carregado.
Mantendo a postura ele rumou para a cidade em ruínas que ficava uns quilômetros ao leste.
Adentrou no meio das construções decadentes de barro velho. Passou duas casas sem teto e sem parte das paredes, virou e passou entre entulhos e o resto de uma janela. Ver isso sempre mexia com ele. Sempre o fazia lembrar do demônio que até hoje assombra seus pesadelos.
Mais uns passos e chegou à única construção conservada. Lá, deitada e encolhida, tentando se cobrir com o pouco do vestido que tinha, estava a 'princesa fugitiva'.
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