Guarulhos, São Paulo.

- ANA CAROLINA. – gritou a mãe na sala era aproximadamente a décima vez que ela estava se trocando. – PÁRA. Você está indo até o aeroporto e vai pegar um vôo até Brasília, é só isso, não está indo se casar.

- Imagina essa menina quando for casar. – comentou seu padrasto sentando enfrente ao computador da sala.

- Ok, estou pronta. — Ana Carolina, Nina como era chamada pelas amigas, era uma menina de cabelos na altura do queixo pintados de vermelho, clara, com sardas, pequena, não chegava a um e sessenta de altura.

- Você volta quando mesmo?

- Daqui dois meses, mãe. Se tudo der errado.- falou entrando no carro.

- Então vou esperar que dê errado. – sorriu a mãe, que admitia que sentiria saudades.

- Mas não vai dar. O iPod. – saiu correndo do carro pegou seu iPod lotado de músicas e voltou com um sorriso no rosto e lágrimas de emoção nos olhos, finalmente iria para Nashville.

Fortaleza, Ceará.

A menina andava de um lado para o outro, a mala feita num canto da sala, não conseguia parar quieta num canto, já havia chorado, tido ataque de risos sozinha. Só podia estar sonhando. Murmurava o que lembrava da letra de Fancy baixinho. NASHVILLE!

Pouco importava que pessoas estavam loucas para conhecer tantos outros lugares dos Estados Unidos, aquela era a cidade para aonde ela queria ir.

Queria gritar, não podia ser normal, todos aqueles sonhos que sempre teve tanta certeza estavam assim, praticamente na distância de um toque.

- Thais, vamos, não pode se atrasar.

Thais tinha a mesma altura de Nina, pele um pouco mais escura por causa do sol constante, cabelos cacheados, castanho chocolate.

Sentou no carro e começou a rir descontroladamente, NASHVILLE!

São João de Meriti, Rio de Janeiro.

Não era a primeira vez que ia pra lá, mas era diferente. Ia com outros propósitos, ia com suas amigas.

Conversava pelo skype com uma amiga de Niterói, também amiga das outras duas.

- Pára Besha, se a gente fizer sucesso mandaremos beijos pra vocês no Divas. – levantou-se para terminar de se arrumar, mas esqueceu de tirar o fone e foi puxada para trás quando andou um pouco. – Caraca, tô atrasada. Ninguém precisa saber disso.

Desligou o computador olhou para a roupa que tinha posto e decidiu que tanto fazia, por hora.

Arianne, Anne para todos às vezes esquecia que este era seu nome, apesar de morar no Rio não costumava tomar sol, da mesma cor da Thais no que descrevia “amarelo escritório”, cabelos cor de mel até abaixo dos ombros e cacheados, às vezes escovados.

Entrou no carro com as malas e uma cara de sapeca no rosto, coitados dos moradores de Nashville.